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11 de Março de 2014 - 20:22

Por José Maria Tomazela - Agencia Estado

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Os maus tratos sofridos ao longo de muitos anos em cativeiro encurtaram a vida do leão Juba, retirado há vinte meses de um zoológico de Fortaleza (CE). O felino morreu nesta terça-feira, 25, em Jundiaí, três dias depois de passar por uma cirurgia para aliviar as dores de uma artrose. Juba tinha vinte anos, porém, em condições adequadas, poderia viver até dez anos mais em cativeiro - na natureza o tempo de vida é mais curto. O corpo do leão foi levado para uma universidade e será usado em pesquisas.

Quando foi acolhido pela Associação Mata Ciliar, que mantém um santuário ecológico em Jundiaí, Juba já estava com a saúde muito abalada. Devido às dores no corpo, quase não conseguia se levantar para tomar água e comer. Uma equipe de 15 profissionais, entre veterinários e biólogos, tentou reduzir as sequelas dos maus tratos com um procedimento cirúrgico. O animal foi anestesiado, mas não se recuperou. Em nota, a associação informou que "tudo o que pode ser feito pelo Juba foi realizado".

A história do leão no Brasil é repleta de omissões e descaso. O felino morava num parque do Rio de Janeiro que foi interditado em 2001 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) depois que os fiscais encontraram 80 animais mortos. Na época, a suspeita recaiu sobre a falta de alimentação, pois a maioria estava abaixo do peso. Juba foi transferido para outro zoológico particular, o Paraíso Perdido, em Fortaleza, mas os sofrimentos continuaram.

Por falta de cobertura, os animais ficavam sob o sol escaldante. Em 2006, o zoo cearense também foi interditado e Juba foi para um centro de triagem, onde ficou três anos à espera de adoção. A Mata Ciliar construiu um recinto especial para ele com dinheiro arrecadado em campanhas. Juba foi transportado de avião até a cidade paulista.

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