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07 de Janeiro de 2014 - 14:13

Por Vítor Marques - Agencia Estado

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A pouco mais de uma semana do início dos campeonatos estaduais, um dos líderes do movimento Bom Senso FC, o zagueiro Paulo André, afirmou nesta terça-feira que a greve de jogadores no futebol brasileiro pode mesmo ocorrer em 2014 caso as reivindicações do grupo não sejam atendidas. "É mais do que possível. Nada está descartado", avisou o defensor do Corinthians.

Paulo André disse que a greve é necessária porque o Bom Senso obteve poucos avanços nas exigências que fez em relação às mudanças estruturais no futebol brasileiro. Segundo ele, apenas um pedido foi atendido até agora, o de uma pré-temporada mais longa em 2015. Mas o zagueiro admitiu que isso aconteceu mais por uma vontade da TV Globo, detentoras dos direitos de transmissão, do que por exigência do movimento.

"(A greve) é a única medida viável para que as pessoas que dirigem o futebol se preocupem com o que estamos falando. O Bom Senso vai tentar um diálogo para que os responsáveis pelo futebol tomem uma atitude. Lamentamos o desprezo e a falta de consideração com o futebol brasileiro, que está jogado às traças", criticou o zagueiro, um dos líderes do grupo que já conta com cerca de mil jogadores.

O Bom Senso, em reunião com dirigentes do futebol brasileiro, propôs um modelo de fair play financeiro (punição aos clubes devedores) e um calendário mais equilibrado. "Os times do interior jogam três meses. A partir de abril, 18 mil atletas ficarão desempregados. Eles são boias frias do futebol e estamos lutando por eles", afirmou Paulo André.

Ele também revelou que o grupo trabalhou "intensamente" no mês de dezembro, mesmo durante as férias dos jogadores, preparando novos protestos para este ano. Nas próximas semanas, segundo Paulo André, o Bom Senso vai divulgar novas ações - provavelmente, elas acontecerão na primeira rodada do Campeonato Paulista, que começa no dia 18 de janeiro.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira no CT do Corinthians, o zagueiro ainda emitiu opinião sobre o "caso Lusa", mas fez questão de ressaltar que esta não é uma posição oficial do Bom Senso e, sim, uma visão dele. Sem entrar no mérito se a Portuguesa deve ou não ser rebaixada à Série B, Paulo André culpou a desorganização da CBF pelo polêmico caso.

"Em um campeonato de escola, de clube, existe um mesário que não deixa o cara que está proibido jogar. A CBF tem um cara para isso, que é o delegado da partida, mas nada acontece. Se a punição é correta ou não, não sei. Deveria punir? Talvez. Mas é fruto da desorganização. Agora já foi. E se tentarem uma virada de mesa, vai ficar mais explícito (a desorganização)", avaliou.

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