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20 de Dezembro de 2013 - 10:00

Por Diego Zanchetta e Adriana Ferraz - Agencia Estado

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Únicos vereadores eleitos por sete mandatos consecutivos desde 1989, Arselino Tatto (PT), líder do governo Fernando Haddad (PT) na Câmara de São Paulo, e Roberto Tripoli (PV), campeão de votos nas eleições de 2012, travam uma acirrada disputa pela indicação à vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Município (TCM). A vaga foi aberta com a aposentadoria, publicada nesta quinta-feira, 19, no

A corte do TCM, formada por cinco conselheiros (entre eles quatro ex-vereadores), é responsável por analisar e fiscalizar, anualmente, cerca de R$ 20 bilhões em contratos do Executivo e do Legislativo. As bilionárias licitações do lixo e do transporte público, por exemplo, são auditadas pelo tribunal, que tem 700 funcionários e verba anual de R$ 200 milhões. São eles também que precisam todos os anos aprovar as contas do prefeito - se for rejeitada, a contabilidade torna inelegível o chefe do Executivo por quatro anos.

Tamanho poder e influência resultaram em duas indicações com critério político nas vagas abertas mais recentemente: Marta Suplicy (PT) indicou em 2004 o vereador petista Maurício Faria, enquanto Gilberto Kassab (PSD) colocou seu aliado Domingos Dissei, na época recém-filiado ao seu partido, em 2011.

Normalmente, existe um único candidato de consenso, como ocorreu com Faria e Dissei. Dessa vez, porém, tudo indica que Tripoli não abrirá mão de sua candidatura a favor da indicação governista, o que deve resultar em eleições no plenário pela primeira vez. Os dois candidatos têm famílias influentes na política paulistana há mais de três décadas e já foram presidentes do Legislativo.

Com atuação na área de meio ambiente e na defesa dos animais, Tripoli, de 59 anos, saiu na frente da disputa pelo TCM e tem hoje assinaturas de apoio de 34 dos 55 vereadores. Tatto, da família que hoje controla pelo menos 10% do PT com a corrente Luta de Massas, teve sua candidatura apresentada na quarta-feira ao prefeito Fernando Haddad (PT) pela bancada do partido. Seu irmão é o atual secretário de Transportes Jilmar Tatto. "O Tripoli se articulou bem antes, muita gente já se comprometeu com ele. Nós estamos começando agora", afirmou Alfredinho, líder de bancada do PT.

Ele diz ter conseguido em um único dia 23 assinaturas de vereadores a favor de Tatto. Tripoli também já pediu apoio ao prefeito e até ao presidente nacional do PT, Rui Falcão. "Passei por todas as áreas contábeis das comissões do Legislativo, fui presidente da Casa. Tenho um bom currículo." As informações são do jornal

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