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10 de Dezembro de 2013 - 21:49

Por Artur Rodrigues, Bruno Ribeiro e Fabio Leite - Agencia Estado

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O promotor de Justiça Roberto Bodini, que preside a investigação sobre a quadrilha do Imposto sobre serviços (ISS), afirmou nesta terça-feira, 10, que a lista com detalhes sobre o pagamento de propina em 410 empreendimentos da cidade, divulgada nesta segunda-feira, 9, confirma suspeitas de que as construtoras eram cúmplices - e não vítimas - do esquema.

Os indícios, de acordo com o promotor, são comprovados por outra relação, fornecida pela Prefeitura, de todos as obras fiscalizadas pela quadrilha. "Havia obras que recolhiam até R$ 400 mil após serem fiscalizadas por eles", diz o promotor. "Quem queria, pagava 100% do imposto devido", completa. "Nós vamos atrás de todas as empresas."O MPE obteve nesta terça-feira a quebra de sigilo bancário e fiscal de outros dois acusados de ligação com o esquema, os fiscais Amilcar Cançado Lemos e Fábio Remesso.

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