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04 de Dezembro de 2013 - 17:34

Por AE - Agencia Estado

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A economia dos Estados Unidos teve uma expansão "modesta a moderada" em outubro e novembro, com impulso do setor manufatureiro e dos gastos dos consumidores, segundo o Livro Bege do Federal Reserve - sumário sobre as condições da economia norte-americana que servirá de base para as decisões de política monetária a serem tomadas na próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc), nos dias 17 e 18.

O Livro Bege se refere aos 12 distritos do Fed e mostrou um cenário misto nos EUA. Sete distritos reportaram taxas estáveis de crescimento e quatro indicaram expansão mais lenta. Já o Fed de Boston reportou expansão da atividade econômica.

Segundo o documento, o ritmo das contratações ficou inalterado ou mostrou aumento em alguns distritos. "A dificuldade de encontrar funcionários qualificados, especialmente para posições mais altas, foi frequentemente reportada", disse o Fed. Mesmo assim, houve crescimento na criação de empregos nos setores de construção, software, manufatura e saúde.

As indústrias de muitos distritos expressaram "otimismo" com as perspectivas de curto prazo, com a atividade mostrando expansão principalmente nas indústrias automotivas e de tecnologia de ponta, informou o Livro Bege.

Os gastos dos consumidores aumentaram em quase todos os distritos e os varejistas disseram estar "esperançosos, mas cautelosos" com as festas de fim de ano. O turismo também melhorou na maioria dos distritos, apesar de a paralisação de 16 dias do governo americano em outubro ter tido "um impacto negativo em algumas áreas", segundo o relatório.

O mercado imobiliário residencial mostrou sinais de melhora na construção de apartamentos. "Fatores sazonais prejudicaram as vendas de moradias, mas elas ainda estão em níveis maiores do que no ano passado."

Em relação às condições bancárias, o Livro Bege apontou que elas estão amplamente estáveis, com alguma melhora na demanda por crédito.

Já as pressões sobre os preços continuam contidas, mas empresas de muitos distritos expressaram preocupação com os futuros custos da reforma de saúde conhecida como Obamacare e outras regulações federais. Fonte: Dow Jones Newswires.

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