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15 de Dezembro de 2013 - 15:31

Por AE - Agencia Estado

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O veterano zagueiro Lúcio, de 35 anos, passa por aquele que talvez seja o momento mais difícil de sua carreira. Com contrato vinculado ao São Paulo, está afastado desde julho. Ele vinha treinando separado do grupo, mas em outubro também foi proibido de utilizar as instalações do clube. Depois de um longo período sem falar, o jogador quebrou o silêncio, demonstrou toda sua chateação e disse que se sentiu "humilhado".

"O João Paulo (de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol) me disse que a pedido do treinador era para eu treinar em horários diferentes. Me senti humilhado, muitas vezes não compreendi o porquê daquilo. Me perguntava o que tinha feito de tão errado para fazerem aquilo", disse o zagueiro, em entrevista à TV Globo.

Contratado no início do ano junto à Juventus para ser o "xerife" da zaga são-paulina, Lúcio não rendeu o esperado. O estopim das críticas da torcida aconteceu na partida de ida das oitavas de final da Libertadores contra o Atlético-MG, no Morumbi, em maio. O São Paulo vencia por 1 a 0 e jogava bem, mas o zagueiro foi expulso e o time levou a virada.

No fim de julho, o São Paulo embarcou para a disputa da Copa Audi, em Munique, e o jogador sequer foi levado com o grupo. "Foi uma sensação horrível, de descriminação mesmo. Queria fazer meu melhor, porque mesmo afastado eu ia nos treinamentos, cumpria todos os horários, nunca faltei ou cheguei atrasado. Sentia meio que como uma ditadura, ter que passar por aquilo ali só pelo capricho de alguém."

Na época, o técnico Paulo Autuori justificou a decisão dizendo que Lúcio não fazia bem para a "saúde do vestiário". "O Autuori usou essa frase para explicar meu afastamento. Mas onde ele viu isso, eu não sei. Só ele pode dizer. Se eu fosse uma má influência no vestiário, acho que não teria um histórico na seleção e na Europa", comentou o zagueiro.

Em setembro, o clube demitiu Autuori e anunciou o acerto com Muricy Ramalho, mas a situação de Lúcio não mudou. "Tentei colocar minha posição. Mas como ele mesmo disse, que acata a decisão da diretoria, era meio que inútil eu ir lá e tentar forçar uma situação. Falaram que era uma decisão do treinador, mas depois ficou claro que não foi, porque trocou o técnico e ficou a mesma situação."

Sem perspectiva de retorno ao time do São Paulo, Lúcio mantém a forma treinando sozinho em casa e aguarda proposta de outros clubes - o Palmeiras teria manifestado interesse em seu futebol. O jogador, no entanto, não esconde a tristeza pelo período difícil que passou no time do Morumbi.

"Depressão é quando você está triste, para baixo. Em certos momentos tive que ser mais forte, pelos meus filhos. Chorei com a minha esposa, fez bem para colocar meu sentimento para fora", lembrou.

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