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19 de Dezembro de 2013 - 12:10

Por Eduardo Cucolo e Célia Froufe - Agencia Estado

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O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse nesta quinta-feira, 19, que o saldo do crédito financeiro (livre mais direcionado) registrado no mês de novembro, que cresceu 1,5% no mês e 14,5% no acumulado de 12 meses, "mostra a continuidade de crescimento moderado do crédito, ainda que a expansão em 12 meses tenha diminuído, já que estava em 14,7% até outubro.

Para Maciel, na margem, os dados de novembro mostram uma recuperação em relação aos números de outubro e setembro. Esse comportamento reflete, disse, não apenas o movimento do câmbio no período, mas também a greve dos bancários. Esses fatores, conforme o técnico, contribuíram para que os crescimentos do saldo em setembro (0,8%) e outubro (0,5%) fossem menores do que agora (1,5%). Ele salientou ainda que o crescimento do crédito ocorre em ambiente de recuo da inadimplência e de continuidade de aumento da taxa de juros.

Maciel disse que o estoque de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para pessoas jurídicas cresceu 2,3% em novembro ante outubro, após dois meses seguidos de queda nesse saldo. Segundo ele, a maior parte do movimento se deve ao câmbio. A desvalorização da moeda nacional em setembro e outubro reduziu o valor em reais de parte desse estoque.

Maciel afirmou também que houve queda no saldo do cheque especial pessoa física, em movimento sazonal, pois nessa época do ano as pessoas aproveitam o 13º salário para quitar essa dívida. Ele disse ainda que o crédito consignado tem se destacado ao longo do ano, com aumento de 17,6% em 12 meses, ante 7,7% do total livre pessoa física. Desses 7,7%, informou, 5,3 pontos porcentuais se referem ao consignado. Sobre o crédito para veículos, disse que o saldo tem "andado de lado" em 2013. "A gente tem atribuído essa estagnação no crédito a veículos à antecipação de vendas no ano passado", afirmou.

O chefe do Departamento Econômico do BC salientou que o saldo de crédito imobiliário voltou a apresentar, em novembro, uma taxa de crescimento próxima à da média mensal vista nos últimos 12 meses. De acordo com ele, essa média mensal é de 2,5% e, em novembro, a expansão foi de 2,3%. Nos meses de setembro e outubro o crescimento, de acordo com o técnico, ficou abaixo de 2%, já que a média do trimestre - que inclui a expansão de 2,3% do mês passado - ficou em 6,0%.

A menor alta nesses dois meses em questão se deveu, conforme Maciel, à paralisação do setor bancário. "A greve restringindo acesso a parte das agências afetou essa modalidade porque não é uma operação de boca de caixa ou caixa eletrônico, é preciso entregar documentos, por exemplo", considerou.

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