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07 de Dezembro de 2013 - 09:46

Por Marina Gazzoni - Agencia Estado

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As companhias aéreas terão até o dia 20 para apresentar à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) os pedidos de voos regulares para o período da Copa de 2014. As empresas poderão definir uma oferta ajustada à demanda criada pelos jogos no período de 6 de junho a 20 de julho de 2014. A Anac divulgará a malha final da Copa até 15 de janeiro.

A realização do sorteio dos grupos que disputarão a primeira fase da Copa dá às empresas aéreas informações sobre que seleções disputarão cada partida em determinadas cidades. Com base nessas informações, as companhias vão estimar a demanda por transporte aéreo para cada cidade e solicitar os voos para a Anac no período. "Na próxima semana as equipes de planejamento das empresas aéreas vão estudar as tabelas dos jogos e estimar a demanda das torcidas por voos", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

A agência divulgou ontem as regras que as empresas aéreas terão de atender para ajustar sua oferta durante a Copa. A Anac vai coordenar a distribuição dos slots (horários de pouso ou decolagem) em 25 aeroportos neste período, 12 deles localizados nas cidades-sede dos jogos e outros 13 situados até 200 quilômetros de distância dessas cidades. As empresas têm obrigação de atender os passageiros que já compraram voos para o período do Mundial, mesmo que a malha mude. "O que pode acontecer são pequenos ajustes de horário para permitir uma conectividade da nova malha", disse Sanovicz. A definição da nova malha mudará a oferta de voos e os preços que estão em vigor neste momento para os destinos da Copa.

Além dos voos regulares, as empresas poderão solicitar voos não regulares para o período da Copa a partir do dia 16 de janeiro. Isso permitirá que as empresas ofereçam uma frequência um único dia para atender demandas específicas, como um jogo. "Uma partida entre Espanha e Holanda em Cuiabá poderá demandar 40 voos extras para a cidade naquele dia. Mas essa demanda deixa de existir no dia seguinte", explica Sanovicz.

A partir do dia 24 de junho, a Anac permitirá que as empresas solicitem voos não regulares para atender a demanda das torcidas na fase de eliminatórias. A elaboração de uma malha específica para a Copa foi um pedido das companhias aéreas à Anac. Pela regra do setor, as empresas que cancelam muitos voos e não atingem os índices de regularidade definidos pela Anac são penalizadas com a perda da concessão para voar em determinado horário e aeroporto.

Sem a autorização da Anac para mudar a malha no período da Copa, as empresas teriam de realizar os voos previstos na escala. Ou seja, elas não poderiam usar suas aeronaves para fazer voos específicos para atender a demanda das torcidas. E seriam penalizadas se retirassem voos que tendem a ficar com menor demanda no período da Copa, principalmente as rotas de negócios, como São Paulo-Brasília.

Com a malha específica para a Copa, as empresas poderão ajustar os voos considerando demandas sazonais, sem serem penalizadas ou obrigadas a fazer voos sem demanda neste período só para cumprir a regra da Anac. A Anac permitiu que as empresas cancelem seus voos com 24 horas de antecedência durante a fase das eliminatórias. Elas, no entanto, terão de cumprir a resolução nº. 141 da Anac, que estabelece os direitos dos passageiros em caso de atrasos e cancelamentos de voos.

Para minimizar insatisfações nestes casos, as companhias aéreas pediram a intervenção do governo para obrigar as agências de viagens a fornecerem a elas os dados dos passageiros, como telefone e e-mail. Hoje as empresas aéreas não têm acesso a essas informações quando vendem passagens por meio de agências de viagens. A estimativa da Abear é de que, em alguns voos, cerca de 60% dos clientes compram o bilhete aéreo por meio de agências. As informações são do jornal

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