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13 de Janeiro de 2014 - 15:34

Por - Agencia Estado

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O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, refutou publicamente o pedido do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) para que o país interrompa as execuções. Ban chegou à capital iraquiana nesta segunda-feira.

Apesar dos vários pedidos de moratória da execução de condenados, em razão de grandes problemas no sistema judiciário do país, o Iraque executou pelo menos 169 pessoas no ano passado, o número maior desde a invasão norte-americana em 2003, o que coloca o país na terceira colocação deste ranking, atrás apenas de China e Irã.

"Eu pedi ao primeiro-ministro e ao governo iraquiano que imponha uma moratória à pena de morte", disse Ban em resposta a uma pergunta durante uma coletiva de imprensa, ao lado de Malik, em Bagdá.

Mas Maliki respondeu que os iraquianos não aceitariam que assassinos tenham permissão para continuar vivos e que as execuções são permitidas pela Constituição e pelo Islã. "Nós respeitamos as decisões da ONU e os direitos humanos, mas não acreditamos que os direitos de alguém que mata pessoas devem ser respeitados", declarou Maliki.

O Iraque tem sido alvo de críticas de diplomatas, analistas e grupos de direitos humanos que dizem que em razão dos problemas no sistema judiciário, os que são executados não são necessariamente culpados dos crimes pelos quais foram sentenciados.

A Alta Comissária para Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse no ano passado que o sistema judiciário iraquiano "não está funcionando adequadamente".

O aumento das execuções em 2013 acontece na medida em que o Iraque enfrenta seu mais longo período de violência desde o ponto mais alto da violência sectária entre 2006 e 2007.

Com a aproximação das eleições em abril e uma série de preocupações enfrentadas pelos eleitores, que vão de serviços ruins a alto desemprego, os políticos devem tentar desviar o foco, enquanto ministros, numa tentativa de mostrar firmeza, podem até mesmo intensificar o ritmo de execuções. Fonte: Dow Jones Newswires.

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