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18 de Dezembro de 2013 - 13:49

Por Laís Alegretti, Celia Froufe e João Villaverde - Agencia Estado

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 18, durante café da manhã com a imprensa que o ano de 2013 foi "difícil e de grandes desafios", como o de recuperar o crescimento. Ele destacou a necessidade de reduzir a pressão inflacionária, que começou forte, além de implementar as concessões de infraestrutura e ampliar o volume de investimentos. Ele prevê crescimento de 2,5% neste ano.

O ministro considera que o Brasil foi afetado pelo ambiente internacional, e prevê que o PIB mundial crescerá menos de 3%, podendo ficar entre 2,7% ou 2,8%. "A boa notícia é que estamos num ano de virada. O ano de 2013 foi o fundo do poço para economia internacional, talvez o último ano da crise que começou em 2008", disse.

Ele também destacou as dificuldades em relação à confiança, a despeito de o Brasil ser uma dos maiores mercados consumidores do mundo, o que faz com que o País seja respeitado. "Houve setores que apresentaram certo mau humor com o Brasil, mas acho que houve exageros em relação a isso", avaliou, comentando o resultado do investimento estrangeiro direto (IED) de US$ 60,8 bilhões de janeiro a novembro. "O pessoal não vem aqui investir à toa."

Parte do mau humor internacional com o Brasil se deveu, de acordo com o ministro, a perdas que alguns investidores tiveram ao apostar em arbitragens. "Nós baixamos os juros em 2012, reduzindo a rentabilidade da arbitragem. Também trabalhamos para desvalorizar o real em mais de 10% em 2012 e geralmente quem faz essa operação (arbitragem) não deve ter gostado", avaliou.

Mantega citou que os spreads caíram e não voltaram, mudanças no setor elétrico e a retirada do IOF como itens que também poderiam ter causado mau humor. "Eu diria que temos a confiança de que mais importa, do investidor estrangeiro direto, que é aqueles que quer as condições fortes da economia brasileira."

Mantega disse ainda que a trajetória das taxas de juros no Brasil é descendente, independentemente de flutuações de curto prazo que, segundo ele, são normais. "Quando se projeta o longo prazo, se projeta uma taxa menor", afirmou. Sobre o IPCA, índice de inflação oficial, ele prevê que será menor em 2013 do que a variação de 5,84% obtida em 2012, apesar da pressão maior dos alimentos.

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