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18 de Dezembro de 2013 - 15:31

Por Célia Froufe e Laís Alegretti - Agencia Estado

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta quarta-feira, 18, que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ser "mais modesto" do que os 4% que constam na proposta de orçamento de 2014. Questionado sobre se seria possível atingir este patamar, Mantega afirmou que o resultado dependeria da economia global.

"Depende. Para chegar aos 4%, temos que ter de fato uma recuperação da economia internacional. Não sei se dará para chegar a isso. Tenho dúvidas, mas vamos crescer mais do que este ano", avaliou.

Assim como no caso do fiscal, Mantega falou que definirá os valores de projeção de crescimento da economia no início de 2014. Na sexta-feira o Banco Central deve trazer a estimativa da instituição atualizada para o PIB do próximo ano.

O ministro afirmou que o consumo está ganhando velocidade e que o mercado de trabalho brasileiro está muito bem. Mantega lembrou que o consumo começou o ano crescendo pouco e afirmou que ele está ganhando "alguma velocidade" no segundo semestre. De acordo com o ministro, o crescimento é de 4,5% em 12 meses. "É menos do que a gente crescia antes, mas é razoável", disse.

"Vamos terminar 2013 com inadimplência bem menor do que começamos o ano. Ou seja, o consumidor termina o ano em condições mais favoráveis para que ele possa ter acesso a financiamentos no próximo ano em volume maior do que neste ano", disse. O ministro afirmou novamente que o consumo está crescendo sem financiamentos neste ano e que, se ele aumentar no ano que vem, poderá estimular a economia.

Mantega afirmou que o Brasil continua próximo do pleno emprego. "Eu diria que terminamos o ano com uma situação no mercado de trabalho excelente, com menor nível de desemprego", disse. "A família brasileira está empregada. É uma das melhores coisas que nós temos."

Ele disse que a situação recente da economia "foi suficiente para dar emprego a todos que queriam emprego". Ele afirmou que a economia brasileira absorveu muita mão de obra nos últimos anos. "Até 10 anos atrás, tínhamos nível de desemprego elevado. Ao longo dos 10 anos, o desemprego foi diminuindo e fomos absorvendo mais de 20 milhões de trabalhadores", disse. Ele acrescentou que, devido a essa absorção e ao fato de a economia ter crescido menos, há menor oferta de empregos, mas que ela é suficiente.

O ministro concluiu que o governo faz esforço, atualmente, para qualificar a mão de obra e elevar o nível educacional da população. "O Pronatec está a todo vapor. Vamos chegar a 5 milhões de trabalhadores qualificados e esse número vai aumentar.

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