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06 de Janeiro de 2014 - 08:13

Por José Maria Tomazela, enviado especial - Agencia Estado

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O ressentimento entre brancos e índios na região de Humaitá, no sul do Amazonas, pode gerar mais conflitos como o que abalou a cidade no dia do Natal. Para o bispo d. Francisco Merkel, de 69 anos, a quem foi confiado o papel de mediador do conflito, se ficar comprovada a participação de indígenas no desaparecimento de três homens na reserva, a tensão vai aumentar.

Acabar com o pedágio cobrado pelos índios na Transamazônica é apontado por d. Francisco como uma medida essencial para a paz. Na região desde 2000, ele lembra que os conflitos começaram após a cobrança, em 2006.

No papel de mediador, ele desenvolve estratégias para reduzir os ressentimentos. No dia 1º, a diocese organizou uma passeata pela paz em Humaitá com cerca de 800 pessoas. Ontem, a igreja católica se juntou às evangélicas numa marcha em Apuí (AM). Outra proposta é a inclusão do estudo da cultura indígena nas escolas que, embora seja lei, não é cumprida.

Amanhã, o general de exército Eduardo Dias da Costa Villas Boas, comandante militar da Amazônia, sobrevoará a região. O oficial deve decidir se autoriza a entrada na floresta da tropa de elite do Exército, especialista em combate na selva, para ajudar nas buscas.

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