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09 de Dezembro de 2013 - 18:46

Por Tânia Monteiro - Agencia Estado

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Após discursar na cerimônia de comemoração do Dia Mundial de Combate à Corrupção e fazer um balanço dos 10 anos do trabalho da Controladoria Geral da União, o ministro Jorge Hage, disse, nesta segunda-feira, 09, que os presos do Mensalão não representam os símbolos da corrupção no País. Sem citar nomes, o ministro Jorge Hage acrescentou que não considera que os símbolos da corrupção estejam presos. Ao ser questionado se o julgamento do Mensalão com a respectiva prisão dos seus condenados na Papuda poderia ser considerado um símbolo neste combate à corrupção, o ministro-chefe da CGU respondeu: "é importante sim porque mostra que as instituições quando querem, funcionam. Mas eu diria que está muito longe de termos condenado símbolos da corrupção do Brasil". E emendou: "na minha opinião os símbolos da corrupção, os emblemáticos, continuam soltos".

Na cerimônia, o ministro Jorge Hage comemorou que "há muitos avanços no avanço ao combate à corrupção". Ressalvou, no entanto, que ainda há uma série de medidas necessárias a serem tomadas para que estas ações se tornem mais efetivas. E listou algumas delas: a reforma política, reforma no processo judicial e a participação mais efetiva dos estados e municípios, no combate às praticas criminosas.

Em seu discurso, o ministro lembrou avanços dos dez anos da criação da CGU, destacando que o Brasil acabou se tornando um exemplo mundial por causa de iniciativas como a criação do Portal da Transparência, as fiscalizações em municípios, a demissão de 4,3 mil servidores federais e a Lei de Acesso à Informação. E defendeu que este exemplo fosse seguido por estados e municípios porque o fato destas duas instâncias não acompanharem os avanços a nível federal acaba prejudicando o combate à corrupção e a percepção da corrupção no país.

Para o ministro Hage é importante que o sistema eleitoral impeça doações de empresas e que o Legislativo aprove leis que limitem o direito a recursos nos processos criminais e cíveis. Na opinião do ministro, o criminoso de colarinho branco que tenha dinheiro para pagar bons advogados consegue usar recursos protelatórios, atrasando o julgamento de seus processos em 10, 15 ou 20 anos. "Isso ocorre muitas vezes com dinheiro obtidos da corrupção", observou o ministro.

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