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25 de Dezembro de 2013 - 17:46

Por Diogo Ferreira Gomes, especial para o Estado - Agencia Estado

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O mercado de luxo na China enfrenta uma época de esfriamento e mudança no perfil dos compradores, concluiu a consultoria Bain & Company. As vendas cresceram apenas 2% em 2013 e devem manter esse ritmo em 2014, em grande parte por causa da campanha anticorrupção do governo, que minou o suborno de funcionários públicos com presentes.

No ano passado, quando o presidente Xi Jinping ainda não tinha tomado posse nem aberto a temporada de caça aos corruptos, as vendas de peles e outros produtos de luxo subiram 7%, segundo a Bain. Em 2013, somaram 116 bilhões de yuans. A pesquisa considera apenas a China continental.

A tolerância zero com presentinhos nas repartições públicas representou um atraso em especial para as vendas de relógios, que respondem por 20% do mercado de luxo na China e despencaram 11% neste ano. As roupas masculinas de grife, que chegaram a ser um dos segmentos que mais cresciam, recuaram 1%. "As marcas globais abriram quase 100 lojas na China, ante 150 no ano passado. O foco agora é renovação, realocação e melhoria operacional para compradores nacionais", afirmou a Bain, que analisou 20 grifes para fazer o levantamento.

As vendas de vestuário feminino salvaram a pele das marcas de luxo na China em 2013. Saltaram 10%, e a tendência é ditarem o ritmo de crescimento nas próximas temporadas. "O mercado de luxo na China vem mudando rapidamente. O foco das marcas globais aqui está passando de roupa masculina e acessórios para vestuário feminino", afirmou em Xangai Bruno Lannes, responsável pela pesquisa.

Pelos cálculos de Lannes e equipe, as vendas de roupas femininas somaram 6 bilhões de yuans. As vendas de cosméticos igualmente cresceram 10%, mas bem menos do que os 15% do ano passado.

Apesar dos números com menos brilho, os chineses ainda são os maiores compradores de produtos luxuosos no mundo. Respondem por 29% das vendas globais. O problema para as lojas em solo chinês é que dois terços das compras que os chineses ricos fazem são no exterior, um dos motivos do crescimento menor.

Em outubro, a Bain estimou um crescimento mundial de 2% para esse mercado, a 217 bilhões em receita. Os Estados Unidos teriam uma expansão de 4%, invertendo uma tendência nos últimos anos. As vendas na Europa, segundo a Bain, subiram 2% e poderiam ser piores, se não fossem os turistas. As informações são do jornal

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