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22 de Dezembro de 2013 - 14:57

Por (AE-AP) - Agencia Estado

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O ministro do Interior da Turquia, Muammer Guler, apresentou seu pedido de renúncia ao primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, em meio a um escândalo de corrupção que levou a 24 prisões, entre eles seu filho Erdogan voltou a dizer que o escândalo está relacionado a uma conspiração internacional para derrubar seu governo.

Em Istambul, a polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar um grupo de manifestantes que protestavam contra a corrupção no governo.

Em entrevista à agência oficial Anadolu, Guler negou ter cometido qualquer irregularidade e afirmou ter dito ao primeiro-ministro que está "preparado para ser afastado". O filho do ministro da Economia, Zafer Caglayan, também está envolvido no escândalo e os dois ministros podem estar entre os que deverão ser demitidos numa reforma ministerial esperada para esta semana.

Cerca de 25 oficiais da polícia foram afastados na última semana, no que analistas dizem ser uma tentativa do governo de Erdogan de remover pessoas ligadas a Guler; na Turquia, as forças policiais são subordinadas ao Ministério do Interior.

Em discurso na cidade de Giresun, na costa do Mar Negro, Erdogan disse que vai "levar à justiça qualquer um que tenha roubado do Estado, mesmo que sejam nossos irmãos". Ele reafirmou que a investigação de seu governo foi instigada por "círculos internacionais sombrios".

Observadores turcos dizem que a investigação e as prisões são resultado de uma luta pelo poder entre o governo Erdogan e um movimento islâmico liderado por um clérigo que vive nos EUA, Fethullah Gulen, que teria muita influência na polícia e no Judiciário da Turquia.

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