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05 de Dezembro de 2013 - 20:01

Por Gustavo Porto - Agencia Estado

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez na noite desta quinta-feira, 5, uma defesa veemente do secretário do Tesouro, Arno Augustin, e considerou "uma grande bobagem" relacionar a atuação dele com a alta nos juros pagos pelo governo para captação de recursos no mercado. "Foi nessa gestão, e ele é meu secretário há sete anos, e foram nesses sete anos que reduzimos a taxa de juros dos títulos brasileiros aos patamares mais baixos", disse. "Fazemos captação várias vezes por ano, fizemos captação este ano, que é um ano difícil", afirmou.

Segundo o ministro, os juros dos títulos subiram por causa da alta da Selic. Ele citou como exemplo o papel com vencimento em 2040. "No início do ano, esse título era IPCA mais 2,5% e, agora, é IPCA mais 6%", disse lembrando que "a Selic avançou 3,75 pontos porcentuais e a taxa de juros do Banco Central norte-americano também subiu". "A taxa de juros tem como base a Selic mais um spread dos títulos de 10 anos do Tesouro Americano, que teve alta de um ponto porcentual a 1,3 ponto", afirmou.

Mantega avaliou, portanto, que não há crise no Tesouro e que há uma correlação matemática para justificar a alta dos juros dos títulos brasileiros. "Pode ter havido um ou outro funcionário que pode não ter gostado de alguma coisa. O secretário está bem e cumpre as missões, principalmente, na área de gestão da dívida", disse. "Estamos alongando a dívida ao longo do tempo e reduzindo o custo e não há o que falar", acrescentou.

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