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21 de Dezembro de 2013 - 16:19

Por AE - Agencia Estado

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O presidente deposto do Egito Mohammed Morsi enfrentará um terceiro julgamento criminal sob a acusação de organizar fugas da prisão durante a revolta de 2011, espalhando caos e sequestrando policiais com a colaboração de militantes estrangeiros. As novas acusações contra Morsi e 129 réus, incluindo membros da Irmandade Muçulmana e do grupo palestino Hamas e do Hezbollah, se somam à inúmeras já enfrentadas pelo ex-presidente, cuja a maioria pode resultar em pena de morte.

O governo interino do Egito, apoiado pelo Exército, tem procurado retratar a Irmandade Muçulmana como a grande responsável pela violência e ataques de militantes que tomaram conta do país após a derrubada do autocrata veterano Hosni Mubarak em 2011. A violência surgiu após o golpe militar apoiado popularmente, que depôs Morsi em julho.

O mais recente caso contra o primeiro presidente eleito democraticamente no Egito está baseado na fuga de mais de 20 mil detentos das prisões em todo o país em 2011, incluindo Morsi. O juiz investigativo Hassan Samir disse que outros membros da Irmandade acusados no caso incluem o líder do grupo Mohammed Badie, o vice Mahmoud Ezzat, que ainda está foragido, o ex-presidente da Assembleia Nacional, Saad el-Katatni, e outros.

O proeminente clérigo defensor da Irmandade, Youssef el-Qaradawi, um egípcio que vive no Qatar, está também na lista, afirmou um funcionário da promotoria, sob condição de anonimato.

Um comunicado do gabinete de Samir não identificou todos os 129 réus, mas se referiu ao caso como o "o crime de terrorismo mais perigoso que o país enfrenta". Ele disse que uma investigação sobre o caso desde abril mostrou que a Irmandade planejou, junto com grupos estrangeiros, "destruir o Estado Egípcio e suas instituições". Segundo o comunicado a Irmandade recrutou cerca de 800 militantes na Faixa de Gaza para atacar os postos policiais e pelo menos três prisões no Egito, libertando milhares de prisioneiros, além de matar policiais e detentos.

A data para o novo julgamento de Morsi não foi definida ainda. Fonte: Associated Press.

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