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11 de Março de 2014 - 04:50

Por AE - Agencia Estado

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A Moody's elogiou o compromisso da Índia em cumprir a meta de déficit orçamentário, mas alertou que a posição fiscal do país permanece fraca. No geral, a agência de classificação de risco afirmou que o orçamento provisório para o ano fiscal de 2014/15, divulgado ontem, é consistente com as prerrogativas que mantêm o rating de longo prazo do governo em Baa3.

O ministro de Finanças da Índia, P. Chidambaram, previu que o déficit orçamentário do atual ano fiscal, que se encerra em 31 de março, será de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB), menor que a estimativa original de 4,8%.

Apesar de o governo indiano mostrar o compromisso de alcançar as metas para o déficit orçamentário, os cortes de gastos do governo também devem limitar o crescimento do PIB no atual ano fiscal, disse a Moody's. A agência também afirmou que as baixas receitas provenientes de impostos no atual ano fiscal demonstram como as receitas do governo são sensíveis ao crescimento do PIB.

Em relatório, a agência de classificação de risco também afirmou que o subsídio maior que o separado no orçamento revela a exposição da posição fiscal aos preços das commodities e a flutuações na taxa de câmbio.

Ainda assim, o orçamento que será anunciado pelo próximo governo, após as eleições de maio, é que determinará os rumos do ano fiscal de 2015 e as tendências de longo prazo que poderão afetar o perfil de crédito do país, escreveu a Moody's. Embora o déficit fiscal da Índia tenha recuado nos últimos dois anos, o déficit fiscal do governo geral permanece mais elevado que de economias semelhantes, acrescentou.

Os efeitos da política fiscal mais frouxa no perfil de crédito da Índia são compensados em parte pelo acesso à poupança doméstica, que mantém os custos de empréstimo em termos reais baixos, afirmou a Moody's. "Ainda assim, o grande fardo da dívida requer que uma significativa parcela das limitadas receitas seja canalizado para o pagamento de juros. Em adição, déficits fiscais têm custos macroeconômicos, como a evidente inflação na Índia e pressões no balanço de pagamentos", alertou a agência.

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