Integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) entraram em acordo com o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e desocuparam, na tarde desta quinta-feira, o trecho da ferrovia Vitória-Minas localizado na cidade de Tumiritinga, no Vale do Aço. Cerca de 1.000 trabalhadores, segundo o movimento, e 100, conforme a Polícia Militar local, haviam bloqueado a ferrovia no início da manhã, interropendo as operações do trem da Vale que transportava minério, grãos e produtos siderúrgicos entre o Espírito Santo e a região central de Minas.
Em nota, o MST dizia que o trem da Vale foi parado "por justiça para Felisburgo e pela suspensão dos despejos, em meio a fazenda improdutiva da empresa Fibria, Rancho Miura". O movimento afirma, no texto, que há 21 despejos para serem executados pelo governo de Minas Gerais. "São áreas improdutivas que por lei já deveriam ter sido destinadas a reforma agrária", protesta.
Por meio de sua assessoria, a Vale informou que acompanhou a manifestação, e que não houve maiores problemas além do prejuízo provocado pelo atraso nas operações do trem. A capitã da Polícia Militar Adriana Alfenas, de Tumiritinga, informou que as negociações entre a PM, representantes do Incra e do movimento foram pacíficas, sem transtornos para a população.



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