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21 de Dezembro de 2013 - 14:08

Por Márcia De Chiara - Agencia Estado

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O aumento dos juros e o aperto no crédito ampliaram ainda mais a preferência do consumidor pela compra de itens de vestuário no fim de ano. Geralmente pelo menor valor unitário, roupas e calçados lideram o ranking de compras no Natal. Mas, neste ano, a liderança está mais consolidada.

É o que mostra uma enquete nacional feita pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em parceria com o instituto de pesquisas Ipsos entre os dias 19 de novembro e 1.º deste mês. Das mil pessoas consultadas em 70 cidades, 30,4% pretendem gastar a segunda parcela do 13.º salário com presentes. Desses, 77,3% planejam comprar roupa e calçado. No ano passado, a fatia, mesmo majoritária, era um pouco menor: 74,3%.

Apesar da maior intenção do consumidor de adquirir esses produtos - normalmente pagos à vista e que escapam da pressão dos juros crescentes do crediário e do maior rigor dos bancos na aprovação do crédito -, os comerciantes de artigos de vestuário estão pessimistas em relação às vendas.

Sondagem da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) com 130 lojistas da cidade de São Paulo mostra que eles esperam queda de 3% nas vendas de roupas em relação ao mesmo período de 2012.

"O tablet está substituindo uma série de itens como computador, notebook, videogame, máquina fotográfica, por exemplo. É um presente tanto para adultos como para crianças, e o preço está mais acessível este ano", diz o presidente da associação, Rogério Amato.

Depois das roupas, aparecem na lista de preferências do consumidor neste Natal as bijuterias, produtos de beleza (16%) e CDs e DVDs (9,3%). Na avaliação da associação comercial, o fato de itens de maior valor, como eletrodomésticos e computador, ocuparem as últimas posições da lista reforça a expectativa de que deve predominar a venda de itens de menor valor, comprados à vista.

O medo do consumidor de assumir dívidas no Natal tem motivos. Apesar de a inadimplência continuar em queda, as dívidas de até R$ 250 já representam um terço da inadimplência no País, de acordo com o indicador do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em novembro, 33,15% dos inadimplentes deviam até R$ 250 - em outubro essa fatia era de 32,98%. Para o SPC, o acréscimo pode indicar dificuldade do consumidor de baixa renda de pagar dívidas por causa da inflação elevada.

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