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10 de Março de 2014 - 21:50

Por AE - Agencia Estado

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Neymar escreveu um novo capítulo da polêmica transferência para o Barcelona. Na tarde desta quarta-feira, a assessoria do atacante divulgou uma carta na qual ele recebe autorização do Santos para iniciar as negociações com outros clubes. O texto é assinado pelo então presidente santista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, no dia 8 de novembro de 2011.

Na carta, o então presidente do Santos, hoje licenciado do cargo por problemas de saúde, explica que "concorda e autoriza o atleta Neymar a iniciar as tratativas com quaisquer entidades de prática desportiva, nacionais ou internacionais".

A carta divulgada nesta quarta-feira confirma a versão do pai de Neymar, que disse no dia anterior ter recebido autorização do Santos para negociar com outros clubes, o que acabou resultando no acordo firmado ainda em 2011 com o Barcelona.

Nesse acordo fechado em 2011, o Barcelona concordou em pagar 10 milhões de euros ao pai de Neymar para ter a "prioridade de compra" do jogador no futuro, quando ele resolvesse deixar o Santos. Depois, quando o atacante foi efetivamente comprado pelo clube espanhol em maio do ano passado, esse valor acabou se transformando em 40 milhões de euros como uma espécie de "indenização".

Em entrevista à rádio ESPN, no começo da tarde desta quarta-feira, ainda antes da divulgação da carta, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro chegou a desmentir parte da versão dada pelo pai de Neymar sobre o polêmico negócio envolvendo a ida do jogador para o Barcelona.

"Num dado momento, ele (o pai e empresário do Neymar) me pediu autorização para conversar com outros clubes para a hipótese de, no término do contrato (em 2014), o assunto já estar mais adiantado. Eu não tinha o que fazer se não dizer: 'Conversa com quem você quiser'. Se eu dissesse o contrário, eu teria que botar uma pessoa controlando, o que é impossível", contou o presidente licenciado do Santos.

Luis Alvaro chegou a dizer que o pai de Neymar é "insaciável" na busca por dinheiro. "Ele está usando esse argumento agora para dizer que o Santos sabia que ele tinha recebido 10 milhões de adiantamento, o que rigorosamente é mentira. Ele está querendo desviar o foco porque está sendo vigiado pela Justiça espanhola, e provavelmente pelo Fisco brasileiro, para saber se esse dinheiro que entrou pagou os impostos devidos. O Santos não tem absolutamente nada a ver com isso", afirmou o dirigente.

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