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15 de Dezembro de 2013 - 12:34

Por Laís Alegretti - Agencia Estado

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Numa série de críticas à política macroeconômica do governo Dilma Rousseff, o economista e professor do Insper Eduardo Giannetti afirmou que o regime cambial brasileiro não tem coerência e nitidez e disse que o governo federal deixa a Petrobrás em situação constrangedora. Gianetti discursou em seminário promovido neste domingo pela Rede Sustentabilidade, que conta com a participação do governador Eduardo Campos e da ex-ministra Marina Silva.

"Ninguém mais sabe qual é política cambial do Brasil. De acordo com a circunstância, eles fazem uma coisa ou outra", afirmou. "O Banco Central está fazendo movimento muito agressivo de sustentação do câmbio", disse.

Giannetti afirmou que o Banco Central precisa de credibilidade. "É fundamental que pessoas acreditem que o centro da meta será cumprido", afirmou. "O teto [da meta de inflação] virou centro. Acomodaram o teto da meta", disse.

O economista criticou a gestão dos preços administrados. "O governo começou a segurar preços administrados, como petróleo, energia elétrica e transporte coletivo", disse. O objetivo dessas medidas é segurar a inflação no curto prazo. "Mas em algum momento será necessário corrigir", afirmou. "Aí o governo deixa a Petrobrás em situação constrangedora. Foi tirado o fluxo de caixa da estatal para fazer o investimento que o pré-sal exige", disse.

Giannetti criticou o modelo do leilão do pré-sal, de partilha. "O Brasil inventou o leilão com um único participante", disse, em referência à participação obrigatória da Petrobrás."Você pega essa empresa e coloca no leilão pra disputar com quem quiser. Quem vai concorrer com a Petrobrás? Se alguém concorrer com a Petrobrás e ganhar tem que se associar a ela", disse.

As desonerações do governo federal também não foram poupadas. "A lógica de fazer desoneração caso a caso não é boa", disse. Segundo ele, a desoneração da folha, por exemplo, deveria ser feita para todos os setores. "Como calcular investimento se não sei qual será regime tributário?", questionou.

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