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09 de Março de 2013 - 07:50

Por AE - Agencia Estado

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Aproximadamente 9,7 mil candidatos brasileiros a bolsas de estudos em universidades portuguesas pelo Ciência sem Fronteiras (CsF) - aptos a mudarem de país pelas novas regras do programa - podem não ter garantido nem o curso acadêmico nem o de idioma estrangeiro no novo destino.

O país luso é o segundo maior destino dos beneficiados pelo CsF. No dia 5, o jornal O Estado de S. Paulo revelou que quase 70% dos bolsistas que escolheram o país foram estudar em universidades consideradas mais fracas do que as principais instituições brasileiras.

Mesmo com a intenção de enviar mais estudantes para outros países, a forma inesperada com que os alunos estão sendo informados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) sobre os novos procedimentos está gerando mais questionamentos. "Continuamos com dúvidas mesmo após recebermos os e-mails da Capes", diz Sergio Machado, de 23 anos, aluno de Engenharia Biomédica da Universidade Federal do ABC, que transferiu sua candidatura para Itália.

Uma das principais dúvidas é se está garantida não somente a vaga após a mudança, mas também o curso de idioma intensivo no exterior - já que os alunos não têm conhecimento comprovado da língua do novo país para o qual estão se candidatando.

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