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17 de Janeiro de 2014 - 09:25

Por Álvaro Campos - Agencia Estado

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Nova agência global de classificação de risco, a ARC Rating nasceu nesta quinta-feira, 16, pela junção de cinco agências independentes de diversas partes do mundo, incluindo a brasileira SR Rating. Com o objetivo de se tornar alternativa às três empresas americanas que dominam esse setor - Fitch, Moody's e Standard & Poor's - a ARC inova ao abandonar a tradicional escala de níveis definidos por letras e a divisão entre grau de investimento e grau especulativo (junk).

Segundo o diretor da SR Rating, José Valter Martins de Almeida, o nome da nova agência faz referência à palavra "arco", simbolizando a união de várias empresas diferentes, com ângulos de visão que se complementam. Essas empresas continuarão existindo de maneira individual e cada uma terá participação igual na ARC. "A ideia é que esse grupo cresça, mas todos os participantes terão sempre a mesma fatia, para que ninguém tenha mais influência do que os outros", explica. "Esse é um projeto que vem sendo pensado e amadurecido há dois anos".

A holding da ARC é em Cingapura, mas a sede fica em Portugal, contando ainda com escritório em Londres e representação em Nova York.

Além da SR Rating participam a indiana Care Rating, a sul-africana GCR, a malaia Marc e a portuguesa SaeR. Esta última é a única que deixará de existir individualmente, alterando sua denominação para ARC para aproveitar a licença que a empresa tem junto à Esma, a autoridade reguladora dos mercados financeiros na União Europeia.

Segundo Almeida, a agência nasce com 600 clientes ativos e cerca de 6 mil ratings atribuídos. O executivo-chefe é o português José Poças Esteves. Uma das diferenças da ARC é a escala de notas, que varia de 0 a 10, com divisão entre alto, moderado e baixo risco.

Sobre a atuação de Fitch, Moody's e S&P durante a crise internacional iniciada com o subprime nos EUA em 2007, o executivo evitou críticas diretas, mas comentou que o risco macroeconômico deveria ter sido melhor ponderado. "Com o nosso esquema de trabalho em rede na ARC, alguém de fora pode observar um risco para o qual não nos atentamos. Essa é a nossa vantagem", diz Almeida. As decisões da ARC serão tomadas por um painel no qual pelo menos três das cinco agências devem ter representante.

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