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17 de Janeiro de 2014 - 11:31

Por Priscila Arone - Agencia Estado

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A Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos coleta diariamente 200 milhões de mensagens de texto enviadas em todo o mundo, afirma a edição online do jornal britânico Guardian, que apurou os dados em conjunto com o também britânico Channel 4. As investigações tiveram como base o material divulgado pelo ex-analista terceirizado da NSA, Edward Snowden, afirma o diário.

Os dados incluem localização, redes de contato e detalhes de transações com cartões de crédito de pessoas comuns, que não são consideradas alvo de investigação, diz o jornal.

Os documentos analisados Guardian e pela emissora de televisão mostram também que a agência de espionagem britânica, a Sede de Comunicações do Governo (GCHQ) usou a base de dados da NSA para pesquisar dados de comunicações "aleatórias" de pessoas no interior do Reino Unido.

De acordo com a matéria, um programa da NSA, cujo codinome é "Dishfire", coleta "tudo o que pode", informam documentos da GCHQ, em vez de apenas estocar dados a respeito de informações transmitidas ou recebidas por pessoas que são alvos de espionagem.

O jornal afirma que a NSA faz uso intensivo de sua base de dados de mensagens de texto para extrair informações sobre planos de viagem, contatos, transações financeiras e outros detalhes de pessoas que não são suspeitas de atividades ilegais.

Um documento de 2001 da agência, cujo subtítulo é "Mensagens de Texto SMS: uma mina de ouro para explorar", revela que o programa coletou uma média de 194 milhões de mensagens de texto por dia em abril daquele ano.

Provavelmente em razão das leis de privacidade norte-americanas, os documentos indicam que os dados coletados de telefones celulares de cidadãos dos Estados Unidos são removidos da base de dados, mas pessoas de outros países, incluindo do Reino Unido, têm seus dados estocados.

As revelações do jornal devem elevar a pressão internacional sobre o presidente Barack Obama, que faz um discurso nesta sexta-feira sobre os programas de espionagem dos Estados Unidos. A expectativa é que Obama apoie mudanças modestas nas ações de espionagem do país tanto no âmbito interno quanto no externo.

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