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09 de Janeiro de 2014 - 17:14

Por Vinicius Neder - Agencia Estado

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O número médio de famílias endividadas cresceu 7,5% em 2013 ante 2012, aponta estudo divulgado ontem pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O maior acesso a cartões de crédito e a continuidade da ampliação dos financiamentos imobiliários estão por trás do aumento. Como a inadimplência manteve-se estável e o perfil do endividamento melhorou, a entidade não considera o aumento do endividamento preocupante.

Segundo o estudo Perfil do Endividamento das Famílias Brasileiras, em 2013, o número de famílias endividadas ficou em 9,1 milhões, ante 8,5 milhões no ano anterior. Na média do ano passado, 62,5% das famílias entrevistadas mensalmente na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) declararam-se endividadas.

Como a inadimplência média manteve-se estável de 2012 para 2013 e houve uma melhora no perfil das dívidas, o crescimento do endividamento não pode ser considerado negativo, segundo Marianne Hanson, economista da CNC. "O número de contas em atraso ficou estável e as famílias estão mais otimistas em relação à sua capacidade de pagar as contas em atraso", disse.

O número médio de famílias com contas em atraso em 2013 ficou em 3,043 milhões, alta de apenas 0,1%. Segundo o estudo da CNC, 21,2% da média total de famílias entrevistas ano passado declarou ter alguma conta em atraso.

Sobre o perfil das dívidas, prazo médio maior, menor comprometimento da renda e mudanças na composição dos tipos de endividamento apontam para um cenário melhor nos últimos anos, ressalta Marianne. De 2012 para 2013, o prazo médio das dívidas passou de 6,53 meses para 6,74 meses, enquanto a parcela média da renda comprometida com dívidas caiu de 30,0% para 29,4%.

Na composição dos tipos de dívida, a economista chama atenção para o crescimento do crédito imobiliário e para a compra de veículos. O principal tipo de dívida foi o cartão de crédito, citado por 75,2% das famílias na média de 2013. Isso tem a ver com o maior acesso da população a serviços bancários, pois a pesquisa não mede se a família está no crédito rotativo.

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