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11 de Março de 2014 - 00:47

Por AE - Agencia Estado

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Autoridades iraquianas mantêm encarceradas ilegalmente milhares de mulheres, muitas delas submetidas a maus-tratos, inclusive ameaças de abuso sexual, denunciou hoje a organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch.

O relatório de 105 páginas, intitulado "Ninguém está a salvo: Abusos das Mulheres no Sistema de Justiça Criminal do Iraque", baseia-se em entrevistas com 27 mulheres e sete adolescentes mantidas sob custódia entre dezembro de 2012 e abril de 2013.

Em um dos depoimentos, uma mulher disse que policiais obtiveram uma confissão dela após ameaçar de estupro sua filha adolescente. Sete meses depois de falar com a ONG, a mulher foi executada.

As alegações de abuso não são novidade, mas os casos relatados pela ONG aumentam as preocupações com a capacidade do Iraque de lidar com os militantes detidos em suas varreduras de segurança.

Grupos internacionais de defesa dos direitos humanos estão preocupados com a fragilidade do sistema judicial iraquiano, acusando-o de ser corrupto e aquém dos padrões internacionais.

A Human Rights Watch denunciou que as mulheres são mantidas presas por meses ou até mesmo anos sem acusação formal. Muitas foram presas por supostas atividades "terroristas", denunciadas até mesmo por homens da família. As detentas entrevistadas descreveram que eram chutadas, esbofeteadas, violentadas ou ameaçadas de agressão sexual pelos agentes de segurança.

"As forças de segurança iraquianas agem como se os abusos brutais a mulheres fossem tornar o país mais seguro", disse o vice-diretor para o Oriente Médio e Norte da África da Human Rights Watch, Joe Stork.

"Na verdade, essas mulheres e seus familiares nos disseram que, enquanto as forças de segurança continuarem a abusar das pessoas impunemente, só podemos esperar que as condições de segurança piorem", disse Stork.

A Human Rights Watch também observou que as demissões de altos funcionários do Iraque por conta de relatos de abusos de mulheres na prisão são casos excepcionais. A Associated Press entrou em contato com as autoridades iraquianas a respeito do assunto, mas não obteve resposta. Fonte: Associated Press.

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