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19 de Dezembro de 2013 - 13:07

Por AE - Agencia Estado

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Cidadãos sírios estão desaparecendo sistematicamente, sem deixar rastros, em meio a uma campanha deliberada de terror contra a população civil, denunciou nesta quinta-feira em Genebra o painel da Organização das Nações Unidas (ONU) que investiga crimes de guerra na Síria.

O painel investigativo informou ter detectado um "padrão nacional consistente" de que forças de segurança, as Forças Armadas e milícias pró-governo estão promovendo prisões em massa, buscas de casa em casa e até mesmo em hospitais para, depois dos desaparecimentos, negar inclusive a existência dessas pessoas. A maior parte desses desaparecidos é composta por homens jovens.

Ao fazer a denúncia, os investigadores da ONU destacaram o caso de uma mulher presa em Homs depois de sair em busca de informações sobre seu filho desaparecido e o do irmão de um manifestante pacifista preso em casa pela polícia política síria.

Os investigadores também divulgaram a versão de um desertor da Força Aérea segundo o qual os militares recebem ordens explícitas de não divulgar informações sobre o paradeiro de pessoas detidas e de não falar com seus parentes.

Esses desaparecimentos sistemáticos atribuídos ao governo diferem dos sequestros promovidos pela oposição ao presidente Bashar Assad. Segundo os investigadores da ONU, os rebeldes têm sequestrado defensores dos direitos humanos, jornalistas, ativistas, agentes humanitários, líderes religiosos e outros supostos partidários do governo com o objetivo de pedir resgate ou trocar prisioneiros.

De alguns meses para cá, no entanto, os rebeldes também têm recorrido à prática de capturar civis e depois negar sua existência. Fonte: Associated Press.

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