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03 de Dezembro de 2013 - 18:37

Por Ricardo Della Coletta - Agencia Estado

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A oposição na Câmara dos Deputados avaliou que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, divulgado nesta terça-feira, 03, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e que apontou uma queda de 0,5% em relação ao trimestre anterior, se deve "à falta de um planejamento estratégico" do atual governo. "O PIB até pouco tempo atrás era o voo da galinha e agora virou o mergulho da minhoca", disse o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), ex-secretário da Fazenda do Paraná.

O tucano fez diversas críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff e afirmou que o resultado do PIB se deve a um "conjunto de faltas de medidas". "A oneração do setor produtivo é gigantesca, tudo é feito na base da improvisação", afirmou. "Há a dubiedade de parcerias com o setor privado, o governo não mostra com clareza qual é a política com o setor", concluiu. De acordo com Hauly, a gestão do PT não conseguiu empreender medidas de reforma para modernizar a economia.

DEM e PSB também esboçaram reações. Para o líder do Democratas, Ronaldo Caiado (GO), o governo "não tem iniciativa" e é "incompetente". "Um governo que não sabe qual foi o PIB de 2012 não tem segurança jurídica", afirmou. O deputado também afirmou que a insegurança pode ser maior caso o Orçamento para 2014 não seja votado ainda neste ano, uma possibilidade discutida no Congresso. "Se hoje o empresariado está inseguro, imagine sem orçamento."

O líder do PSB, Beto Albuquerque (RS), disse que os números do PIB preocupam. "O que está acontecendo na economia é um sinal preocupante", afirmou. Ele também avaliou que o setor privado é reticente em fazer investimentos com o atual governo. "Faz tempo que os investidores não enxergam mais o Brasil como a bola da vez. Não tem um ambiente permanente para atrair investimentos", concluiu. Até poucos meses atrás na base aliada, o PSB deixou o governo Dilma Rousseff para viabilizar a candidatura de seu presidente e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, à presidência da República.

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