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17 de Dezembro de 2013 - 10:37

Por Fernando Faro - Agencia Estado

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Membros da oposição do São Paulo estudam travar a votação desta terça-feira que pode sacramentar a assinatura dos contratos que liberam a construção da cobertura do estádio do Morumbi. A alegação é de que os conselheiros tiveram pouco tempo para discutir o assunto e que muitos pontos não foram esclarecidos por causa das dificuldades de ter acesso ao documento.

O tema é visto pelos oposicionistas como uma "casca de banana" por se tratar de um projeto sonhado pela torcida; ninguém quer ser visto como responsável por enterrar a empreitada. Dessa forma, eles pedem que o clube adie a votação para o tema ser examinado com mais calma e ressaltam que o projeto é bem visto por todos.

"Que fique claro que ninguém é contra a cobertura, mas nos foi passado apenas uma minuta muito superficial do contrato que deixa vários pontos sem serem respondidos. Trocaram o banco que faria o financiamento; antes era o Bradesco e agora é o BTG Pactual. Não nos falaram se haverá alguma necessidade de contrapartida. O ideal seria adiar essa votação para o início do ano que vem", afirmou Marco Aurélio Cunha, membro do Conselho e opositor a Juvenal Juvêncio.

Dessa forma, os conselheiros podem tentar melar a votação manobrando através de uma brecha no estatuto do clube. Segundo os oposicionistas, uma votação só pode acontecer se 75% do total do Conselho (formado por 240 conselheiros, sendo 160 vitalícios e 80 eleitos) estiver presente, mas esperam o contragolpe da situação afirmando que o projeto será aprovado com 75% dos votos de quem estiver presente à sessão. A reportagem consultou o estatuto e não encontrou nenhum parágrafo sobre a presença necessária para a aprovação de contratos.

Anunciado há dois anos como grande legado de Juvenal para o futuro, o projeto de cobertura do Morumbi foi inicialmente orçado em R$ 300 milhões, mas uma série de entraves na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) impediu o andamento das obras, inicialmente planejadas para terminar em janeiro de 2014. A nova proposta agora está em R$ 408 milhões e prevê não só a cobertura do estádio e a construção de uma arena para shows de até 25 mil pessoas como a criação de duas mil vagas de estacionamento - no lugar do hotel que seria construído, mas foi vetado pela Prefeitura. O tempo de execução é estimado em 18 meses.

"Vamos formatar nossa ideia e falaremos nesta terça. Queremos a cobertura, ninguém discute isso. Só pedimos mais transparência", salienta Marco Aurélio.

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