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11 de Dezembro de 2013 - 10:04

Por AE - Agencia Estado

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Um rascunho praticamente final da nova estratégia de segurança nacional do Japão pediu por um fortalecimento das operações militares para lidar com a China e outros riscos próximos ao território japonês. O desenvolvimento de uma estratégia de segurança formal faz parte da política do primeiro-ministro Shinzo Abe de incrementar o papel do Japão no cenário internacional.

"Enquanto o ambiente da segurança ao redor de nosso país fica cada vez mais severo, nós estamos trabalhando para reconstruir nossa política de segurança nacional com um firme compromisso de defender as vidas das pessoas e as posses", disse Abe hoje de manhã em uma reunião com um painel de especialistas e advogados.

O Gabinete do Governo deve aprovar a estratégia de segurança na próxima semana, junto com uma revisão das linhas gerais do programa de defesa de longo prazo. No entanto, muitos japoneses continuam desconfiados de movimentos que fogem à natureza pacifista da Constituição, adotada após a Segunda Guerra Mundial.

Esse movimento também gerou protestos da China. "Nós insistimos que o Japão siga a tendência histórica, que trilhe o caminho do desenvolvimento pacifista e faça os devidos esforços para melhorar as relações", disse nesta manhã o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Hong Lei.

O rascunho da estratégia afirmou que mudanças na influência relativa dos EUA tornou a expansão das alianças com outros países necessária ao Japão, que se mostrou preocupado com a rápida expansão militar da China e com as capacidades nucleares da Coreia do Norte. O documento avaliou a aliança com os EUA como "indispensável", mas disse que ela deve ser complementada pelos próprios esforços de Tóquio para criar defesas com mísseis e outras capacidades.

Também apareceu no rascunho o pedido para que o governo incremente a defesa marítima e que o Japão relaxe as proibições contra exportações de armas.

O painel também propôs a expansão de exercícios militares em conjunto com os EUA, atividades de monitoramento para lidar com as crescentes disputas territoriais na região, o fortalecimento das relações com a Coreia do Sul e a expansão da rede de defesa com a Europa. Fonte: Associated Press.

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