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09 de Janeiro de 2013 - 08:59

Por Mariana Durão - Agencia Estado

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O Brasil ainda tem disponíveis no curto prazo mais mil megawatts de capacidade instalada em térmicas que podem ser acionadas em caso de emergência, afirmou nesta terça-feira (8) o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim. Ele descartou que a possibilidade de racionamento, mesmo "branco" - redução de consumo programada da indústria mediante compensação - esteja na mesa do governo.

De acordo com a EPE, a usina gaúcha de Uruguaiana - que utiliza gás importado da Argentina - deverá ser utilizada. Com potência de 640 MW, ela é a maior parte do "seguro" termoelétrico contra os níveis críticos dos reservatórios das hidrelétricas. O prazo para acionar essas térmicas não foi especificado.

"Com os dados que temos hoje não há risco de racionamento", garantiu Tolmasquim, apesar do alarme disparado na indústria nacional.

Na véspera da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcada para hoje, em Brasília, o presidente da EPE fez questão de frisar que o racionamento de 2001 decorreu de um problema "estrutural", por falta de ofertas e de linhas de transmissão suficientes. Hoje há, segundo ele, uma dificuldade "conjuntural" ligada às variações da hidrologia.

Entre 2001 e 2012 a capacidade instalada de geração de energia cresceu 75% no País. Já a capacidade instalada de termoelétricas a gás, carvão e óleo cresceu 155% no período (sem considerar nuclear e biomassa) e a capacidade instalada de transmissão cresceu 68%, informa a EPE.

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