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15 de Janeiro de 2014 - 09:44

Por Daniel Batista - Agencia Estado

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O atraso nas obras do Allianz Parque faz com que exista uma grande dúvida no torcedor palmeirense: quando é que o estádio vai ficar pronto? Hoje a previsão de entrega dada pela WTorre é para o começo de junho, mas ninguém se atreve a assegurar a data. E a demora na conclusão dos trabalhos também se deve ao Palmeiras, que não honrou com prazos acertados com a construtora para ações mais simples do que se imagina.

A reportagem teve acesso a e-mails e correspondências trocados entre representantes do Palmeiras e da WTorre em que a construtora cobra pelo menos três intervenções por parte do clube. E ainda não teve êxito em nenhuma das três.

Em uma delas, o documento assinado por Eduardo Losi de Moraes, gerente de Projetos da WTorre, e direcionado para Paulo Ferro, engenheiro contratado pelo Palmeiras para gerenciar a obra, pede a desocupação da área onde está instalada uma loja que vende produtos do clube na Rua Turiaçu. O primeiro foi em 27 de outubro de 2010 e isso se repetiu quatro vezes em 2013 - dias 19 de fevereiro, 26 de junho, 13 de setembro e 3 de outubro. A loja é gerida por um empresário que não tem relação com a Meltex, empresa responsável pelas novas lojas oficiais do clube.

A construtora aguarda também por uma procuração do Palmeiras para trabalhar diretamente com os órgãos públicos da liberação das obras na rampa da avenida Francisco Matarazzo. O pedido foi feito dia 19 de setembro do ano passado. Como ainda não tem o documento, nada pode ser feito no local.

O clube também ainda não deu retorno em relação à retificação da matrícula, documento que determina o tamanho real do terreno, já que existe uma divergência do espaço total que pertence ao clube. Tanto WTorre quanto Palmeiras não quiseram se manifestar, mas admitiram que os pedidos ainda estão pendentes.

No contrato firmado em 2010, a construtora ficaria responsável pelo pagamento de uma multa diária de R$ 10 mil de atraso caso não entregasse a obra até 2012, mas ainda na gestão de Arnaldo Tirone essa cláusula foi deixada de lado, já que outras obras foram feitas sem que estivessem definidas no contrato, como a sauna e melhorias no clube social.

LUZ NO FIM DO TÚNEL - A relação entre a construtora e o clube continua conflituosa. A divergência sobre a venda das cadeiras do Allianz Parque é o ponto de maior discórdia, mas após várias reuniões sem sucesso pela primeira vez um dos lados parece disposto a ceder e evitar que o conflito seja resolvido pela Câmara Fundação Getúlio Vargas de Conciliação e Arbitragem.

Na última sexta-feira foi realizada uma reunião entre os advogados dos dois lados - sem a presença dos mediadores - e a construtora mostrou boa vontade em ceder e aguarda que o clube faça o mesmo para encontrarem um denominador comum. O Palmeiras julga que a WTorre tem direito de comercializar apenas 10 mil dos 43 mil lugares do estádio. Já a construtora entende que tem direito de negociar todos os assentos.

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