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10 de Março de 2014 - 20:02

Por Artur Rodrigues - Agencia Estado

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira, 22, que a preocupação com os "rolezinhos" é exagerada. Como alternativa aos shoppings, Haddad disse que não vê dificuldades em encontros do gênero acontecerem nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e em clubes municipais.

"Eu acho que está havendo um certo exagero. Nada que uma boa conversa não resolva", afirmou, quando questionado sobre o que achava da demanda da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) para a criação de "rolezódromos". "A garotada que está em contato conosco tem menos de 18 anos e quer se encontrar, namorar, se divertir na cidade. É mais uma questão de conversa, de acordo, do que propriamente de repressão", disse nesta quarta-feira, durante evento no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste.

Ele afirmou que assinará um decreto para que haja gestão compartilhada dos CEUs, entre educação, cultura e esporte. "É um espaço público que recebe as pessoas para as atividades mais variadas", disse. "Nós não queremos um volume alto do lado da casa de um trabalhador que precisa acordar às 4 horas. Mas, num lugar próprio, por que não cultivar a centenas de ritmos que o Brasil produziu para o mundo?"

Ele ainda afirmou que pretende iluminar os Clubes da Comunidade (CDCs) para que os jovens possam praticar atividades à noite nesses locais. Além disso, o prefeito aposta que a presença de Wi-fi nas praças, projeto que a Prefeitura está desenvolvendo, pode ser outra alternativa para atrair o público jovem da cidade.

No evento, Haddad também falou sobre obras de requalificação do Largo da Batata, parte da Operação Urbana Água Branca. Uma delas será um bicicletário, ligado à Estação Faria Lima do Metrô, que será inaugurado em março. Também será feita uma ciclovia partindo do largo, rumo à zona sul da cidade.

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