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13 de Dezembro de 2013 - 12:16

Por Beatriz Bulla e Gustavo Porto - Agencia Estado

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Em visita ao Brasil, o presidente da França, François Hollande, ressaltou em discurso nesta sexta-feira, 13, na capital paulista a cooperação entre os dois países. Segundo Hollande, que esteve no Encontro Econômico Franco-Brasileiro promovido pela Fiesp, o Brasil conta com as melhores indústrias e representa "um aliado e um concorrente". Ele ressaltou que o País se tornou um dos "principais atores econômicos" mundiais nos últimos 20 anos e que houve crescimento por meio da demanda interna e da melhoria da competitividade com apoio à inovação.

Hollande destacou o crescimento da classe média e disse ter dito à presidente Dilma, que também participava do evento, que "servir a uma classe média dinâmica significa oferecer serviços, habitação, saúde, transporte". Ele apontou ainda o desafio da união entre Mercosul e União Europeia para abrir mercados, "considerar cooperações e não temer uns dos outros".

A França, segundo ele, quer dobrar o intercâmbio de investimentos até 2020. "Só posso incentivar o movimento de empresas francesas no Brasil, sem ter o receio de que seja em detrimento da indústria francesa", disse Hollande, que desejar também ver investimento das empresas brasileiras na França.

"Podemos ter as mais belas ambições para o Brasil e para a França, fazer políticas econômicas que possam acompanhar esses processos, mas são as empresas que fazem os intercâmbios econômicos e a criação de emprego", afirmou. O presidente francês defendeu ainda a educação e o treinamento dos jovens como mecanismo de competitividade. "Deveremos criar centros de formação profissional nos dois países", disse.

Hollande afirmou ainda que o mundo está "saindo de uma crise". "A questão não é saber quando nós sairemos da crise. De uma certa forma ela já produziu os seus estragos. Mas saber com que força, com qual capacidade?", afirmou. Ele mencionou ainda que a Europa está "pronta para resistir". "Sim, a Europa é capaz, se souber mobilizar sua juventude e tiver uma taxa de desemprego menor", disse.

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