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09 de Dezembro de 2013 - 10:04

Por - Agencia Estado

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A primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra, dissolveu nesta segunda-feira a câmara baixa do Parlamento do país e convocou eleições antecipadas, mas a medida não conteve os mais de 150 mil manifestantes que querem retirá-la do cargo, numa das maiores manifestações realizadas no país dos últimos anos.

Analistas dizem que as medidas foram tomadas muito tardiamente e é improvável que satisfaça oponentes que querem varrer do país a poderosa influência de sua família. Os manifestantes querem a nomeação de um "conselho popular", para substituir o governo democraticamente eleito de Yingluck.

O irmão de Yingluck, o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, foi deposto em um golpe militar de 2006, acusado de corrupção. A crise atual releva um conflito mais profundo entre a elite e a classe média educada contra a base de Thaksin, formada por camponeses pobres.

A tentativa do partido de Yingluck de aprovar, em novembro, um projeto de lei no Parlamento que concederia anistia a Thaksin, que está em auto exílio, deu início à crise atual.

"Após ouvir opiniões de todos os lados, eu decidi pedir um decreto real para dissolver o Parlamento", declarou Yingluck, com a voz trêmula, em discurso transmitido pela televisão na manhã desta segunda-feira, interrompendo a programação regular. "Haverá novas eleições de acordo com o sistema democrático."

O partido de Yingluck venceu as eleições, dois anos atrás, por grande maioria dos votos e deve sair vencedor no novo pleito.

O porta-voz do governo, Teerat Ratanasevi, disse que o gabinete propôs que as novas eleições sejam realizadas em 2 de fevereiro. A data tem de ser aprovada pela Comissão Eleitoral, cujos funcionários se reunirão com o governo nos próximos dias para discutir a questão, afirmou Jinthong Intarasri, porta-voz da comissão.

Yingluck declarou que permanecerá interinamente no cargo até que um novo primeiro-ministro seja escolhido.

Enquanto Yingluck discursava nesta segunda-feira, uma coluna de manifestantes paralisava o tráfego nas principais avenidas de Bangcoc, ocupando vias de quatro pistas no caminho para o escritório da premiê, no palácio do governo.

Há temores de que o dia acabe de forma violenta e mais de 60 escolas tailandesas e internacionais permaneceram fechadas como forma de precaução.

O líder dos opositores, Suthep Thaugsuban, disse que anunciaria sua reação às medidas adotadas por Yingluck assim que sua marcha chegar ao palácio do governo. Ele dissera várias vezes, porém, que novas eleições e até mesmo a renúncia de Yingluck não será suficiente para encerrar o conflito. Fonte: Associated Press.

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