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10 de Janeiro de 2014 - 09:25

Por Marcelo de Moraes e Caio Junqueira - Agencia Estado

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Mesmo reconhecendo que seu partido precisará lidar com o risco de enfrentar o estigma de ser classificado como sendo "de direita", o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), quer fazer como marca de sua gestão a conquista do eleitorado conservador brasileiro.

Após realizar pesquisas qualitativas, o partido concluiu haver um expressivo eleitorado conservador que ficou órfão com o fim do PFL e não se vê representado por nenhuma outra sigla. É nessa fatia de eleitores que o PP quer investir para garantir seu crescimento político.

"Hoje, esse eleitorado acaba votando na eleição presidencial, meio sem opção, no PSDB. Até por conta da antiga aliança deles com o PFL. Mas hoje não existe nenhum partido que fale claramente para esse eleitor conservador.

No máximo, algumas legendas pequenas que têm ligação com correntes religiosas", afirmou Nogueira. "Existe um campo muito aberto para que a candidatura seja construída em 2018. E vamos a campo concretizá-la, assim que acabar a campanha (de 2014)."

Temas. O presidente do PP disse ao Estado que a ideia é deixar clara a posição do partido a favor de temas reconhecidamente polêmicos, mas considerados importantes para o PP, como a proibição do aborto, redução da maioridade penal e proibição do casamento religioso homossexual. Na economia, a principal bandeira do partido será a ampliação do agronegócio.

No programa partidário da sigla exibido em rede nacional no fim de 2013, essa mensagem ficou bem clara. A certa altura, Ciro Nogueira fala: "Muita gente me pergunta: o que o PP faz diferente dos outros? E eu digo: somos conservadores e não temos medo de dizer isso. Ser conservador não é ser contra a mudança, contra o avanço. O Brasil acabou com a inflação e o PP sempre ajudou a conservar isso. O Brasil tem programas sociais como Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida e o PP sempre deu apoio para conservar essa conquista. Acreditamos que só conservando o que conquistamos é que podemos avançar".

Curiosamente, o PP hoje é fiel integrante da base de sustentação do governo petista da presidente Dilma Rousseff. O dirigente reconhece que, ideologicamente, as afinidades de PP e PT são bem distantes. "O governo da presidente Dilma nos trata muito bem e com grande respeito. E temos sido um aliado bastante fiel nas votações de interesse do governo. Mas não dá para dizer que pensamos do mesmo jeito que o PT."

Nogueira, porém, acredita que, para o projeto dar certo, é preciso antes aumentar a capilaridade política do PP - o que ajuda a entender o embate com o PMDB. O movimento começou a ser feito com a formação do bloco parlamentar com o PROS, que acabou por transformar o grupo na terceira força política da Câmara, superando os 44 deputados do PSDB. As informações são do jornal

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