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27 de Dezembro de 2013 - 19:46

Por Murilo Rodrigues Alves e Célia Froufe - Agencia Estado

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Para saciar investidores, proteger aplicações e evitar uma fuga de capitais por conta dos impactos da crise financeira externa, o Banco Central (BC) deverá ter, pela primeira vez em seis anos, prejuízo com os leilões diários de oferta de dólar no mercado futuro, os chamados swaps. O resultado negativo de novembro, de R$ 8 bilhões, reverteu o lucro visto no acumulado do ano até o mês anterior e, ao que tudo indica, 2013 fechará no vermelho.

Para o BC, no entanto, o tema não pode ser tratado apenas como positivo ou negativo em termos de caixa para a instituição. "O ganho efetivo dessas operações não deve ser avaliado pelo resultado, mas pelo benefício de provimento de hedge (proteção) aos agentes", argumentou ontem o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.

A primeira vez que o BC usou esse instrumento com o objetivo de evitar oscilações muito bruscas no mercado de câmbio foi em 2002. Naquele ano, a autoridade monetária teve de arcar com um prejuízo de R$ 11 bilhões. Desde então, porém, como fez questão de ressaltar Maciel, o resultado para a instituição com as operações ainda é de "lucro" de R$ 7,7 bilhões.

Neste ano, o mês de novembro foi o causador de uma reversão da tendência de resultados positivos - e fortes - vistos em setembro (R$ 5,9 bilhões) e outubro (R$ 4,7 bilhões). E isso ocorreu, de acordo com o economista do BC, por causa da desvalorização de 5,5% do câmbio no mês passado. De janeiro a novembro, o resultado está negativo em R$ 1,3 bilhão e a alta do dólar neste mês até ontem era de apenas 0,26%. A última vez que a instituição registrou perdas com leilões de swap em um ano foi em 2007, um total de R$ 8,8 bilhões.

Desde o final de agosto, o BC tratou de prover liquidez aos mercados com essas operações novamente, apelidadas de "ração diária". Nos quatro meses de operação, a instituição disponibilizou aos investidores US$ 63 bilhões. Para 2014, a promessa é de continuidade do programa, mas com alguns ajustes, como a diminuição da oferta de recursos, que deixará de ser de US$ 2 bilhões por semana para US$ 1 bilhão, totalizando US$ 24 bilhões até pelo menos o final do primeiro semestre.

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