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13 de Dezembro de 2013 - 11:22

Por Carla Araújo - Agencia Estado

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Pesquisa de Sentimento do Mercado Mundial elaborada pelo CFA Institute aponta que profissionais de investimento do mundo todo estão mais otimistas com relação às perspectivas econômicas para o próximo ano, porém não mostram confiança na melhora da integridade dos mercados de capitais. Segundo o levantamento, 63% dos entrevistados acreditam que a economia global se expandirá em 2014, o que representa uma mudança significativa de opinião com relação ao ano passado, quando apenas 40% avaliavam a situação futura de forma otimista. Entre os entrevistados brasileiros, 74% esperam uma expansão da economia mundial em 2014.

"O número de associados que avaliam que a economia global se expandirá quase dobrou nos últimos dois anos, porém este não é o momento para quem atua no setor financeiro se tornar complacente", ponderou John Rogers, presidente e CEO do CFA Institute, uma associação mundial que reúne 117.000 profissionais que atuam no mercado financeiro em 140 países e procura definir um padrão de excelência e credenciamento profissional.

O levantamento mostrou ainda que cresceu também o otimismo com aplicações em renda variável. Para 71% dos entrevistados, as ações como classe de ativos terão a maior probabilidade de melhor desempenho em 2014, em comparação com os 50% deste ano. No Brasil, 55% dos entrevistados identificaram ações como os ativos com maior probabilidade de melhor desempenho para 2014.

De acordo com a pesquisa, mais de metade dos associados (54% no mundo, 52% no Brasil) aponta a falta de cultura de ética nas empresas financeiras como o fator que mais contribuiu para a desconfiança no setor. "A fraude no mercado continua a ser uma das principais preocupações éticas no Brasil. Mais da metade dos entrevistados no Brasil (52%) estava entre os mais preocupados com a fraude no mercado como uma séria ameaça ética ao mercado local, em comparação a os 36% do relatório do ano passado", diz o estudo.

A pesquisa apontou ainda que o medo de uma bolha imobiliária é mais alto no Brasil: 67% dos entrevistados no País preveem para os próximos 12 meses uma bolha financeira no mercado local no segmento de ativos imobiliários. O cenário eleitoral de 2014 e a possibilidade de novas manifestações poderiam afetar o desempenho local, segundo o levantamento. Mais de um terço (38%) dos associados do Brasil citam a instabilidade política como o maior risco para seu mercado doméstico em 2014.

Os brasileiros estão também preocupados com o fim do relaxamento quantitativo pelo Federal Reserve. "Os brasileiros estão entre aqueles que expressam maior preocupação - 94% - com a perspectiva de que, com o término da flexibilização quantitativa pelos bancos centrais, haverá impacto negativo no seu mercado local em 2014", afirma o texto. Em termos mundiais, essa preocupação foi expressa por 68% de todos os entrevistados.

O Brasil caiu no ranking de oportunidade de investimento. Os entrevistados avaliam os Estados Unidos (26%), a China (10%), o Japão e a Alemanha (empatados com 6%) e o Brasil (5%) como os mercados de ações que proporcionarão as melhores oportunidades de investimento em 2014. Neste ano, os associados indicaram de forma semelhante que os EUA (32%) e a China (17%) oferecem as melhores oportunidades de investimento, com o Brasil (10%) sendo a terceira opção. A pesquisa foi realizada online entre os dias 2 e 17 de outubro. Responderam ao questionário 6.561 membros do CFA Institute. A margem de erro do levantamento é de 1,8%.

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