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11 de Março de 2014 - 23:32

Por Felipe Werneck - Agencia Estado

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O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB na sucessão estadual, defendeu dois aliados suspeitos de terem recebido propina da empreiteira Camargo Corrêa após o Estado renovar a concessão do metrô.

De acordo reportagem publicada pela revista Época nesta semana, baseada em investigação da Polícia Federal, o secretário de Governo do Rio, Wilson Carlos Carvalho, e Carlos Emanuel Miranda, ex-sócio do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), teriam recebido R$ 2 milhões em propina da construtora, valor que corresponde a 5% de um contrato de R$ 40 milhões. Os dois negam as acusações.

"Isso já tinha saído há três anos, é coisa antiga. Já foi tudo arquivado. É estranho", disse Pezão em entrevista no segundo dia de desfiles no sambódromo do Rio.

Segundo a reportagem, a propina teria sido paga em 2008 depois que a Opportrans, então controladora do metrô do Rio, quitou dívida do governo com a empreiteira. O pagamento da dívida teria feito parte de um acordo para que a concessão fosse ampliada, sem concessão, até 2038. De acordo com a revista, a Camargo Corrêa informou que o acordo com a Opportrans e o Estado foi homologado pela Justiça.

Carvalho é secretário de Governo há sete anos e coordenou as últimas campanhas de Cabral. Miranda era sócio do governador na SCF Comunicação e Participações até setembro de 2013, quando a empresa foi extinta. De acordo com a PF, os dois aparecem como beneficiários de pagamentos suspeitos no Brasil e no exterior. No início da gestão Cabral, em 2007, a Metrô Rio contratou o escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados, do qual era sócia a mulher de Cabral, Adriana Ancelmo. Em 2010, a Camargo Corrêa foi a principal doadora na reeleição de Cabral, com R$ 1 milhão.

Pezão acompanhou os dois dias de desfiles do grupo especial ao lado do governador e do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que não deram entrevista. No domingo, Paes recebeu no camarote o presidente nacional do PT, Rui Falcão, convidado pelo vice-prefeito do Rio, Adilson Pires (PT). Aliado desde 2007 no Estado, o partido rompeu com o Cabral e deixou o governo para lançar como candidato na sucessão estadual o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

"Conversamos apenas amenidades, porque ele (Falcão) tem candidato e a gente também. Até junho ainda tem muita água para rolar. Vou ganhar no primeiro turno", disse Pezão. O presidente do PT evitou o confronto. "Vamos apoiar o PMDB mais do que ele nos apoia nos Estados", disse.

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