Publicidade

03 de Dezembro de 2013 - 17:58

Por Almir Leite e Raphael Ramos - Agencia Estado

Compartilhar
 

Quando atleta, Michel Platini fez greve em 1972 para pedir que os jogadores ficassem livres após o contrato. Hoje, como presidente da Uefa, o francês não acha que a greve seja o melhor caminho para os jogadores. Em entrevista ao jornal

"A greve nunca é uma boa maneira. É melhor conseguir negociar antes. Mas eu entendo que se mil jogadores pensam que jogam demais, é porque é uma boa questão. Tem de pensar sobre isso, sobre o calendário. É preciso envolver jogadores, as ligas e as associações nacionais para achar um bom caminho para o futebol", disse Platini, ao comentar sobre o Bom Senso, movimento que já reúne cerca de mil jogadores e cobra melhores condições de trabalho no Brasil.

Para Platini, é fundamental que os atletas tenha voz e representatividade nas decisões do futebol brasileiro. E ele cita a entidade que preside como exemplo. "Muitas, muitas, muitas associações nacionais contam com a participação dos jogadores. Na Uefa, se eu quero mudar o calendário da Liga dos Campeões, tenho que falar com o sindicato dos atletas. Se eles não aprovam, a gente não muda. Se aprovam, a gente muda", contou.

O dirigente também defendeu a participação da TV na discussão sobre mudanças no calendário. "A televisão tem de mostrar os jogadores de futebol. Se eles não jogam, não tem TV. E se a TV não mostra os jogos, os jogadores não jogam. Tem de colocar a TV na discussão. Se o problema é porque eles jogam muito, eu entendo, eu era jogador. Eles têm de jogar como eu, sem correr muito", afirmou.

Platini também falou sobre a decisão da Fifa de manter jogos da Copa do Mundo às 13 horas, apesar das críticas de que o calor pode afetar a integridade física dos atletas. O francês lembrou que disputou a Copa de 1986, no México, sob calor intenso, mas preparou-se antes para jogar em altas temperaturas. "Agora, eu vim de Paris para Salvador e enfrentei uma diferença de 30 graus, mas as seleções saberão que horas e onde vão jogar. Terão tempo para se preparar, então, não tem problema. Outra questão é política e econômica por causa dos direitos de TV. Se muitas pessoas querem ver os jogos, você tem de colocar o jogo em um bom horário para a TV", explicou.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você tem percebido impacto positivo das operações policiais nas ruas da cidade?