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11 de Março de 2014 - 20:20

Por Rene Moreira, especial para o Estado - Agencia Estado

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A polícias civis de São Paulo e a de Minas Gerais já descartaram que o professor Silmar Júnior Madeira, de 31 anos, seja ligado à quadrilha que atacava caixas eletrônicos nos dois Estados. Madeira foi assassinado durante uma operação policial que resultou em nove mortos em Itamonte (MG) no último final de semana.

Para o delegado do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), Ruy Ferraz Fontes, o tiro que matou o professor pode ter partido dos bandidos. Segundo ele, a vítima foi atingida nas costas, um sinal de que pode não ter sido policiais que o mataram. Exames periciais que ainda não ficaram prontos vão ajudar nas investigações.

O professor foi pego como refém por um bandido quando deixava a casa da namorada em Itamonte. Na fuga, teria sido usado como escudo pelo assaltante que estava em seu carro. Os dois foram mortos e, de acordo com o delegado, isso teria ocorrido durante um intenso tiroteio numa estrada escura - o que dificultava a visão dos policiais.

Madeira morava em Itanhandu (MG) e a família disse estar aliviada com o reconhecimento da polícia. "Isso não vai trazê-lo de volta, mas pelo menos ele não ficará conhecido como bandido", disse Adélia Madeira, a mãe do professor. Ela contou que o filho, além de trabalhar numa empresa de segurança, era coordenador de uma escola e ainda lecionava em outra. Ele deixou duas filhas. Amigos do professor fizeram uma corrente de oração em uma das escolas em que ele trabalhava na noite desta segunda-feira, 25.

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