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05 de Dezembro de 2013 - 00:01

Por Ciro Campos - Agencia Estado

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A Ponte Preta esperou 113 anos para jogar a primeira competição continental da história e chegar logo de cara à primeira decisão. A empolgação de estreante contagiou os 28 mil torcedores no estádio do Pacaembu, em São Paulo, e evitou que o time fosse embora da primeira partida da final da Copa Sul-Americana, nesta quarta-feira, com uma derrota para o Lanús. No fim, empate em 1 a 1 e esperança ainda viva para a volta, na semana que vem, na Argentina.

O estádio até ganhou o apelido de "Macacaembu" dos ponte-pretanos que vieram de Campinas em carros, vans e nos 100 ônibus que a diretoria disponibilizou. Desde 1979 o clube não atuava como mandante no local e arquibancada foi tomada por uma bela festa com mosaico, bandeiras e o tradicional grito de incentivo que imita um macaco.

As duas equipes não figuram como as principais forças em seus países e, por isso, não hesitaram em dar chutões, caneladas ou joelhadas para afastar o perigo. A voluntariosa Ponte Preta novamente não se intimidou e nem abriu mão da principal arma: os contra-ataques em velocidade.

Diante de um adversário retrancado, seria pouco produtivo insistir em lances de habilidade, talento ou passes mágicos para deixar alguém na cara do gol. Não é o perfil da Ponte Preta e muito menos foi esse o manual de jogo que ela adotou para caminhar até a final. Por isso, deu ao Lanús a saída de bola. A estratégia foi sábia porque os zagueiros da equipe argentina são o sonho de consumo dos atacantes: erram passes e são lentos.

Ao dar a corda para o adversário se enforcar, as chances apareceram. No primeiro tempo foram duas oportunidades claras. Em ambas, a Ponte Preta roubou a bola e partiu em velocidade. Aos 21 minutos, Fellipe Bastos arrancou sozinho, entrou na área e chutou para a defesa do goleiro. O roteiro se repetiu aos 26 e Rildo passou para César arrematar nas mãos de Marchesín.

Nos poucos momentos em que o time campineiro tentou ser um pouco mais ofensivo, quase pagou por isso. No fim do primeiro tempo, Pereyra Diaz cruzou pela esquerda e, sem goleiro, o centroavante Santiago Silva foi displicente e chutou para fora.

Após o intervalo, a Ponte Preta manteve a ênfase nos contra-ataques até o gol do Lanús domar a empolgação dos campineiros. O zagueiro Goltz cobrou falta, aos 13 minutos, e colocou no ângulo de Roberto. A torcida e o time ficaram quietos até aos 33. Chiquinho cavou falta que o árbitro não deu, mas voltou atrás após o assistente confirmar a irregularidade. Para a felicidade do Pacaembu, Fellipe Bastos cobrou com perfeição e recolocou no jogo os 28 mil presentes. Ninguém mais ficou sentado no estádio.

Todo o conjunto alvinegro vibrou e ainda foi embora com o grito de gol entalado na garganta porque aos 40 minutos Fellipe Bastos acertou o travessão em nova cobrança de falta. A tensão continuou até o apito final, quando a torcida, em comunhão com o bravo time, aplaudiu e reconheceu o esforço.

FICHA TÉCNICA

PONTE PRETA 1 x 1 LANÚS

PONTE PRETA - Roberto; Artur, César, Diego Sacomán e Uendel; Baraka, Fernando Bob (Adailton), Fellipe Bastos e Elias (Magal); Rildo (Chiquinho) e Leonardo. Técnico: Jorginho.

LANÚS - Marchesín; Araujo, Goltz, Izquierdoz e Velázquez; Diego González (Barrientos), Somoza e Ortiz; Melano (Ayala), Santiago Silva e Pereyra Díaz (Benítez). Técnico: Guillermo Schelotto.

GOLS - Goltz, aos 13, e Fellipe Bastos, aos 33 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Diego Sacomán, Uendel, Fernando Bob e Artur (Ponte Preta); Izquierdoz, Velázquez, González e Pereyra Diaz (Lanús).

ÁRBITRO - Roberto Silveira (Fifa/Uruguai).

RENDA - R$ 589.375,00.

PÚBLICO - 28.244 pagantes.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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