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05 de Dezembro de 2013 - 15:34

Por Célia Froufe - Agencia Estado

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A caderneta de poupança registrou captação líquida de R$ 6,386 bilhões em novembro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, 5, pelo Banco Central (BC). O resultado é o mais elevado para o mês da série histórica do BC, iniciada em 1995. Até então, o saldo mais alto para novembro havia sido registrado em 2009, no valor de R$ 4,469 bilhões.

O forte resultado de novembro é o quarto melhor de 2013 até agora - dezembro costuma ser o mês mais robusto. Os maiores saldos foram vistos em junho (R$ 9,451 bilhões), julho (R$ 9,331 bilhões) e setembro (R$ 6,695 bilhões). Até 28 de novembro, o saldo líquido da poupança estava em R$ 2,08 bilhões. Apenas no dia 29 ingressaram na aplicação R$ 4,306 bilhões, ou 67,6% do saldo total do mês, o que equivale a pouco mais de dois terços da soma de novembro. Em novembro, os depósitos somaram R$ 120,826 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 114,440 bilhões. Em outubro, a captação foi positiva em R$ 4,512 bilhões. Em novembro de 2012, a entrada superou a saída de recursos em R$ 4,086 bilhões.

A robustez do resultado de novembro pode ser explicada, pelo menos em parte, pelo pagamento da primeira parcela do 13º salário. O prazo final para os depósitos foi exatamente o último dia útil do mês, quando o ingresso de recursos na aplicação foi forte. Agosto e setembro também foram meses considerados relevantes em razão do adiantamento desse pagamento a aposentados e pensionistas. Após um mês um pouco mais fraco em outubro, a caderneta volta a ter fôlego em novembro.

A poupança segue como importante investimento entre os brasileiros. Isso, mesmo com as mudanças nas regras de remuneração da aplicação, que diminuíram o rendimento da caderneta dos depósitos feitos entre maio de 2012 e agosto de 2013. Pela nova forma de remuneração, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% dela mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a Selic está em 10% ao ano. Quando a taxa básica sobe a partir de 8,75% ao ano, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

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