Publicidade

12 de Janeiro de 2014 - 08:55

Por Artur Rodrigues, Ernesto Batista e Fabio Leite, especial para AE - Agencia Estado

Compartilhar
 

Há 20 anos, uma pequena vila surgiu no entorno do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, zona rural de São Luís, fundada por parentes de presos. O povoado cresceu e hoje, apesar da declaração da governadora Roseana Sarney (PMDB) de que o Maranhão está mais violento porque ficou mais rico, a realidade ali é só de pobreza e violência. A comunidade sintetiza indicadores sociais e econômicos que põem o Estado nas piores posições em relação ao País.

Com o tempo, a área passou a ser ocupada por desempregados, que não conseguiam morar em outro lugar. Com o clima tenso das rebeliões e da crise de segurança no Maranhão, aqueles que têm parentes detentos preferem não falar e quem fala relata a ausência do Estado.

"O governo não faz nada pela gente aqui", diz a dona de casa Lucicleide Meireles Trindade, de 31 anos, que da janela de casa vê as violentas rebeliões no complexo que ficou mundialmente conhecido pelo cotidiano sangrento. "Às vezes, o pessoal foge daí e vem parar aqui, com a polícia atrás dando tiro. Eu me escondo aqui dentro."

O medo de Lucicleide é justificado pelas estatísticas. Nos últimos 13 anos, os assassinatos cresceram 460% no Estado. Além da violência, a renda per capita média continua a pior do Brasil - R$ 360,43, diz o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

A falta de saneamento também simboliza a pobreza do Estado e de Pedrinhas. A doméstica Neide Estelma, de 36 anos, conta que falta o básico. "Não bastam os presos que vivem fugindo, o esgoto da prisão vaza todo para cá", conta. As informações são do jornal

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que o Rio vai conseguir controlar a violência até a Copa do Mundo?