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12 de Dezembro de 2013 - 08:22

Por Caio do Valle - Agencia Estado

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Um estudo feito pela Prefeitura para analisar o impacto dos táxis nos corredores de ônibus de São Paulo sugere que só os coletivos poderiam usar essas vias. A recomendação é para que se proíba a circulação dos taxistas com passageiros e também de outros veículos à noite e nos fins de semana - permissões que vigoram atualmente.

A gestão Fernando Haddad (PT) encaminhou, na quarta-feira, 11, o documento ao promotor de Habitação e Urbanismo Maurício Ribeiro Lopes. Foi ele quem solicitou à Secretaria Municipal dos Transportes a elaboração desse levantamento. A intenção é medir quanto os táxis interferem no desempenho do transporte público nos nove corredores da capital paulista. Depois de analisar o material, o promotor poderá recomendar mudanças no uso dos corredores à pasta.

Os resultados mostram que os usuários de táxi somam menos de 1% do total de pessoas que utilizam os corredores. "Como resultado, os passageiros de táxi impactam negativamente 99% dos usuários do transporte público coletivo que trafegam nos corredores", diz o estudo. Além disso, em alguns corredores, a velocidade dos ônibus é muito baixa, atingindo 6 km/h em determinados horários, o que equivale a uma pessoa a pé.

Em algumas avenidas, como a Ibirapuera, a Rebouças e a João Dias, tanto no pico da manhã quanto no da tarde, o levantamento mostra que, a cada quatro táxis que circulam na via, três usam as faixas de ônibus, "o que demonstra que tais locais servem como verdadeiros corredores de táxis".

O promotor Ribeiro Lopes se encontrará na próxima terça-feira, 17, com o secretário dos Transportes de Haddad, Jilmar Tatto, para discutir a questão dos táxis nos corredores. "O estudo é completo e a conclusão mostra que, nas faixas exclusivas, onde não rodam táxis, a velocidade dos ônibus é 25% maior." Segundo ele, simuladores de desempenho mostram que, sem os táxis, a velocidade média nos corredores pode chegar a até 36 km/h.

Haddad disse ontem que ainda não tomou nenhuma decisão sobre a proibição. O estudo recomenda também a reanálise das linhas da EMTU, do governo do Estado, que utilizam os corredores municipais. Colaboraram Adriana Ferraz e Bruno Ribeiro. As informações são do jornal

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