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15 de Janeiro de 2014 - 09:44

Por Altamiro Silva Júnior, correspondente - Agencia Estado

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O Banco Mundial (Bird) prevê aceleração da economia mundial este ano, mas alerta: o desempenho depende em boa parte da mudança da política monetária nos Estados Unidos. A previsão é de que o Produto Interno Bruto (PIB) do planeta cresça 3,2% este ano, acima dos 2,4% esperados para 2013, de acordo com o relatório "Perspectiva Econômica Global 2014", divulgado nesta terça-feira, 14, em Washington.

Os diversos países, notadamente os Estados Unidos, devem continuar se recuperando não só em 2014, mas também nos próximos dois anos. A expectativa é de que o PIB global cresça 3,4% em 2015 e 3,5% em 2016. A economia americana deve sair de uma expansão de 1,8% em 2013 para 2,8% este ano e chegar a 3% em 2016, puxada pelo consumo e por menor pressão da situação fiscal do país. A zona do euro deve sair da recessão e crescer 1,1% este ano.

O Banco Mundial diz que há riscos para essa recuperação global. O principal é a retirada dos estímulos monetários pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que começa este mês. A mudança da estratégia, diz o relatório, pode ter como consequência juros mais altos e volatilidade nos fluxos de capital. O documento chama atenção para a queda da renda per capita e o alto desemprego em alguns países europeus.

"A atividade econômica ganha força nos países desenvolvidos e pode apoiar um crescimento maior nos países em desenvolvimento nos próximos meses", destaca no material enviado à imprensa. Se por um lado o maior crescimento em países como os EUA e na Europa pode aumentar a demanda pelas exportações dos emergentes, por outro, juros maiores nos títulos do Tesouro americano podem atrair mais capital externo aos EUA e dificultar o financiamento nos emergentes.

Em um cenário de retirada suave dos estímulos monetários, o Banco Mundial vê os fluxos de capital caindo de 4,6% do PIB dos emergentes em 2013 para 4% em 2016. Mas, se os juros dos títulos do Tesouro nos EUA subirem muito rápido, o diretor do Bird e um dos autores do relatório, Andrew Burns, fala, em um vídeo enviado à imprensa, que os fluxos aos emergentes podem cair em até 50% ou mais por vários meses, afetando a atividade econômica.

O Banco Mundial prevê aceleração no comércio global por causa de maior expansão dos países desenvolvidos. Dos 3,1% previstos para 2013 deve passar para 4,6% em 2014 e 5,1% em 2015. Ao mesmo tempo, a expectativa é de que os preços das commodities continuem fracos.

A previsão é de que os países emergentes também cresçam mais, saindo de 4,8% em 2013 para 5,3% em 2014 e 5,5% em 2015. A China deve crescer 7,7% em 2014, índice igual ao do ano passado. Para os próximos dois anos, a taxa deve recuar para 7,5%. As informações são do jornal

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