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09 de Dezembro de 2013 - 19:31

Por Marcio Dolzan e Sílvio Barsetti - Agencia Estado

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Os graves incidentes ocorridos no domingo na Arena Joinville podem custar, na esfera esportiva, a perda de 20 mandos de campo - desta vez com portões fechados - para cada um dos clubes envolvidos (Atlético-PR e Vasco) nos atos de violência protagonizados por seus torcedores. Este é apenas um dos itens que constam na denúncia oferecida ontem pelo procurador geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Paulo Schmitt.

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro também vai ser julgado pelo tribunal e pode ser suspenso por até 90 dias. Isso porque, na avaliação do procurador, ele não poderia ter iniciado o jogo sem condições de segurança para atletas e público. Além disso, Ribeiro descumpriu o prazo de no máximo 60 minutos para o reinício do jogo, que ficou paralisado por 73 minutos, como ele mesmo citou na súmula.

De acordo com os artigos que os dois clubes teriam infringido, eles podem arcar ainda com multas que somadas chegam a R$ 200 mil (para o Vasco) e R$ 400 mil (para o Atlético).

A denúncia vai ser julgada em primeira instância possivelmente na semana que vem e atinge também as federações de Futebol de Santa Catarina e Paraná. As duas entidades também podem ser multadas, em até R$ 100 mil, cada uma, por não terem cumprido com obrigações que ajudassem a garantir a segurança na Arena Joinville.

Se a denúncia de Paulo Schmitt for acatada na íntegra, vai sobrar punição também para o estádio que recebeu Vasco e Atlético: seria interditado, impedindo que o Joinville, na Série B do Brasileiro, disputasse partidas na arena.

NA ESPERA - O comandante do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (GEPE) do Rio, tenente-coronel da PM João Fiorentini, disse nesta segunda que não havia recebido até o fim da tarde nenhuma solicitação formal da polícia de Santa Catarina para ajudar na identificação dos torcedores do Vasco envolvidos no distúrbio.

"Pelas imagens que vi, pude reconhecer vários daqueles torcedores no meio da confusão. Mas não posso agir no caso se não houver um pedido, uma vez que a investigação cabe ao Estado onde ocorreu o tumulto", declarou.

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