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04 de Dezembro de 2013 - 10:38

Por Daniela Amorim - Agencia Estado

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A produção industrial cresceu 0,6% no mês de outubro sobre setembro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quarta-feira, 4. O resultado veio no teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimaram variação de queda de 1% a alta de 0,60%, com mediana de zero.

Na comparação com outubro de 2012, a produção cresceu 0,9%. Nesta comparação, as estimativas foram de uma queda de 0,90% a uma alta de 1,10%, com mediana positiva de 0,30%. Em 2013, a produção da indústria acumula alta de 1,6% até outubro. Em 12 meses cresceu 1,0%. A alta 0,6% na produção industrial na passagem de setembro para outubro fez o índice de média móvel trimestral ficar em 0,4% no trimestre encerrado em outubro.

A produção de bens de capital registrou alta de 0,6% em outubro ante setembro. Na comparação com outubro de 2012, houve um avanço de 18,8%. No acumulado do ano, a produção de bens de capital cresce 14,9%. Nos últimos 12 meses, avançou 9,9%.

A produção de bens de consumo duráveis foi a única a registrar em outubro resultado negativo entre as categorias de uso, na comparação com setembro. A queda foi de 0,6% no período. Na comparação com outubro de 2012, a produção de bens duráveis recuou 3,2%. No acumulado do ano, os bens duráveis ainda avançam 1,6%. Nos últimos 12 meses, houve aumento de 1,6%.

O aumento de 0,6% em outubro teve perfil generalizado de alta, segundo o IBGE. As taxas positivas alcançaram 21 dos 27 ramos industriais pesquisados. As principais influências positivas para o total nacional foram registradas por edição, impressão e reprodução de gravações, que teve aumento de 13,1% na produção; máquinas e equipamentos, com avanço de 2,7%; refino de petróleo e produção de álcool, com alta de 2,2%; e indústrias extrativas, com crescimento de 2,0%.

Também tiveram destaque as contribuições de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (5,6%); produtos de metal (2,8%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (3,4%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (5,2%); e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (3,4%).

O IBGE revisou pra baixo a produção industrial de setembro em relação a agosto, que passou de um avanço de 0,7% para 0,5%. A taxa de agosto ante julho também foi revisada, de 0,0% para 0,2%. Já o resultado de julho ante junho saiu de -2,4% para -2,5%.

A produção de bens de capital de agosto ante julho também teve um ajuste, passando de 2,4% para 2,3%. A taxa de julho ante junho foi revista de -4,5% para -4,6%.

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