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04 de Dezembro de 2013 - 10:58

Por Beatriz Bulla, Carla Araújo e Renata Pedini - Agencia Estado

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O resultado da produção industrial de outubro surpreendeu positivamente ao subir 0,6%, avalia a economista-chefe da Rosenberg, Thaís Zara. De acordo com ela, caso o dado dos meses de novembro e dezembro seja de estabilidade, a produção industrial do quarto trimestre irá subir 1% na comparação com o terceiro. Para a economista, é factível esperar estabilidade para os últimos dois meses do ano."Preliminarmente espero até um pequeno crescimento em novembro", afirmou.

"O resultado de outubro foi bom, veio acima do que estávamos esperando, que era um crescimento de 0,2%", aponta. Ela avalia, no entanto, que o bom resultado não é suficiente ainda para recuperar a queda de 2,5% de julho e o cenário ainda é de certa volatilidade.

O cenário para a produção industrial brasileira não deve ter uma tendência de crescimento no longo prazo e deve continuar instável, avaliou a economista do Banco ABC Brasil Mariana Hauer. "Os dados continuam voláteis, não se vê tendência de longo prazo", afirmou.

De acordo com a economista, apesar de o resultado de hoje ter vindo bem acima das estimativas do banco, ainda não há perspectiva de alteração nas projeções para o fechamento da produção industrial no ano. "Estávamos esperando um resultado de -0,6%. Mas, por enquanto, vamos manter a projeção para alta de 1,8% no fim de 2013", afirmou.

Segundo Mariana, o grande destaque quando se analisa a comparação mensal foi o desempenho de semiduráveis e não duráveis, "que teve um crescimento próximo de 1%." A economista lembrou também que o segmento de bens de capital, que registrou alta de 0,6% em outubro ante setembro, é o destaque não só do mês como na comparação anual, com aumento em relação a outubro de 2012 de 18,8%. "No mês, a expansão de bens de capital vem principalmente de construção civil", explicou.

Na avaliação do economista-sênior do Besi Brasil, Flávio Serrano, o crescimento da produção industrial em outubro confirma uma trajetória de ligeira recuperação da atividade econômica no quarto trimestre de 2013, frente ao terceiro, quando houve queda de 0,5%, na margem.

Para ele, a chance de um resultado positivo é maior, "mas tem todo um trimestre para avaliar. De novembro, não temos nada, a não ser o índice PMI da indústria, que veio mais fraco", ponderou. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial brasileiro caiu para 49,7 em novembro, de 50,2 em outubro, conforme informou na terça-feira, 3, o HSBC. Nesta manhã, após a produção industrial medida pelo IBGE, saiu o PMI de serviços, com ligeira alta a 52,3, ante 52,1.

Serrano afirmou que a esperada recuperação, na margem, está relacionada a mudanças na indústria no sentido de se preparar para o ano que vem. "É natural algum ajuste, especialmente porque vai haver mudanças importantes em indústrias como a automobilística, que vai tentar acumular estoques para o início de 2014", disse. Por outro lado, continuou, esse movimento pode criar uma "dinâmica de arrefecimento" no primeiro trimestre do ano que vem.

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